sábado, 14 de novembro de 2009

YUDISTHIRA ÀS PORTAS DO CÉU


Yudisthira às portas do céu

Esta história é tirada do Mahabharata que é, junto com o Ramayana,
um dos grandes poemas épicos da Índia.

O bom Rei Yudisthira governava o povo de Pandava havia muitos anos e conduzira-o a uma guerra vitoriosa, porém muito longa, contra gigantescas forças do mal. Concluídos os seus esforços, Yudisthira percebeu que já passara muitos anos na terra e que era hora de partir para o reino dos Imortais. Depois de terminar o que planeara, dirigiu-se até à grande Montanha a fim de alcançar a Cidade Celestial. A sua linda esposa, Drapaudi, foi com ele, e também o acompanharam os seus quatro irmãos. Logo no início do caminho, juntou-se a eles um cão, que os seguia em silêncio.

Mas a jornada até à montanha era longa e penosa. Os quatro irmãos de Yudisthira foram morrendo pelo caminho, um a um, e, depois deles, a linda esposa Drapaudi. O Rei ficou totalmente só, exceptuando o cão, que o acompanhou fielmente por toda a árdua e demorada subida em direcção à Cidade Celestial.

Finalmente os dois, exaustos e enfraquecidos, chegaram diante das portas do Firmamento. Yudisthira curvou-se em humilde reverência, pedindo que fosse aceite.

O céu e a terra encheram-se de estrondoso ruído quando o Deus Indra, o Deus de Mil Olhos, chegou para receber o Rei no Paraíso. Mas Yudisthira ainda não estava pronto.

— Sem os meus irmãos e a minha querida esposa, a minha inocente Drapaudi, não desejo entrar no Céu, ó Senhor de todas as divindades.

— Não temas — respondeu Indra. — Encontrá-los-ás a todos no Céu. Eles chegaram antes e estão aqui!

Mas Yudisthira ainda tinha um pedido a fazer.

— Este cão acompanhou-me por todo o caminho até aqui. É devotado a mim. Pela sua fidelidade, não posso entrar sem ele! E além disso, o meu coração tem-lhe muito amor.
Indra balançou a enorme cabeça e toda a terra tremeu.

— Só tu podes ter a imortalidade — disse ele — e a riqueza, e o sucesso, e todo o júbilo do Céu. Conquistaste isso empreendendo a árdua jornada. Mas não podes trazer um cão para dentro do Céu. Livra-te do cão, Yudisthira. Não é nenhum pecado!

— Mas para onde irá ele? E quem irá acompanhá-lo? Ele desistiu de todos os prazeres da terra para ser meu companheiro. Não posso abandoná-lo agora.

O Deus irritou-se com aquilo e disse com firmeza:

— Precisas de estar puro para entrar no Paraíso. Um simples toque num cão eliminará todos os méritos da oração. Reconsidera o que estás a querer fazer, Yudisthira. Deixa que o cão se vá.

Mas Yudisthira insistiu:

— Ó Deus de Mil Olhos, é difícil para uma pessoa que sempre tentou ser justa fazer algo que considere injusto – mesmo que seja para entrar no Firmamento. Não desejo a imortalidade se para tanto é preciso livrar-me de alguém que me é devotado.
Indra instigou-o mais uma vez:

— Deixaste para trás, na estrada, quatro irmãos e a mulher. Por que não podes deixar também o cão?

Mas Yudisthira respondeu:

— Abandonei-os apenas porque já tinham morrido e eu já não poderia ajudá-los nem trazê-los de volta à vida. Enquanto estavam vivos, não os abandonei.

— Estás disposto a abandonar o Céu, então, por causa desse cão? — perguntou-lhe o Deus.

— Grande Deus de todos os Deuses — retrucou Yudisthira — sempre mantive a minha promessa: nunca abandonar quem tivesse medo e viesse à minha procura, quem estivesse aflito e desvalido ou quem estivesse fraco demais para se proteger sozinho e desejasse ainda viver. Acrescento agora um quarto elemento. Prometo não abandonar quem for devotado a mim. E não vou abandonar o meu amigo.

Yudisthira baixou-se para acariciar o cão e estava prestes a afastar-se tristemente do Céu quando, de repente, bem diante dos seus olhos, aconteceu um prodígio. O cão fiel transformou-se em Dharma, o Deus da Virtude e da Justiça.

Indra disse:

— És um bom homem, Rei Yudisthira. Demonstraste fidelidade aos fiéis e compaixão por todas as criaturas. Mostraste-te capaz disso ao renunciares aos próprios Deuses em vez de renunciares a esse humilde cão que era o teu companheiro. Serás honrado no céu, ó Rei Yudisthira, pois não existe um acto que seja mais elevado e mais ricamente recompensado do que a compaixão para com os humildes.

Então, Yudisthira entrou na Cidade Celestial, tendo ao lado o Deus da Virtude. E lá tornou a encontrar-se com os irmãos e a querida esposa para desfrutarem da eterna felicidade.

William J. Bennett
O Livro das Virtudes
Editora Nova Fronteira, 1995
Adaptação


endereço: http://interculturalidades.wordpress.com/2008/04/24/yudisthira-as-portas-do-ceu/

imagem: http://www.tribosdegaia.org



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SELO: DECLARAÇÃO DE AFETO


Recebi esta doce carinho das minhas grandes amigas MARIA JOSÉ do blog http://arcadoconhecimento.blogspot.com/ e da JULIMAR do blog http://julimarmurat.blogspot com. Obrigado, Luzes Amigas!

Bem, funciona assim:
- Escolhemos dez amigos para declarar a nossa amizade e os nomeamos num post.
- Em seguida visitamos seus blogs e comunicamos a nomeação.
- Cada um deverá nomear mais dez, e assim sucessivamente.
- Não há prêmios, apenas nossa declaração sincera de afeto.

Amigo(a) do coração
A amizade é sempre de coração para coração. Significa solidez na compreensão, no respeito, na alegria, enfim, tudo quanto é sentimento positivo.
A alegria que sinto em compartilhar as mensagens com vocês e com novos amigos que surgem, não tem como explicar. É somente sentir.
Obrigado por essa trroca tão divina onde aprendo a compreender que a vida, por ser uma dádiva de Deus, é para ser vivenciada na sua plenitude de Amor.
Muito obrigado, meus amigos, por vocês estarem perto sempre!
Jorge

É difícil realmente escolher apenas 10, mas se é assim, vamos lá:

1- Aventurinhando;
2- Saracotear;
3- Luz de nossas vidas;
4- entimento e Emoções;
5- Compreender e Evoluir;
6- Espírito Azul;
7- Pensando Bem;
8- Falando.com;
9- A Inteligência do Lótus e
10- Felicidade à Vista...

Um forte abraço!



quinta-feira, 12 de novembro de 2009

EVITAR DECEPÇÕES...



Chuang Tzu, relata que, certa vez, um rapaz cheio de dúvidas em relação ao caminho espiritual procurou Lao Tsé.

- Por favor, ajude-me - disse o jovem - vim até o senhor porque não consigo entender certas coisas. Quando não consigo fazer o bem, machuco outras pessoas. Mas, quando faço o bem, machuco a mim mesmo. Sou negligente se não cumpro com o dever de ser bondoso. Porém, se cumpro com esse dever prejudico a mim mesmo. Como posso resolver isso?

- Você realmente está confuso, - respondeu Lao Tsé - está tentando medir o meio do mar com uma vara de dois metros. Você deseja uma resposta?

Observe uma criança! Ela não se preocupa com relatórios sobre si mesma. É desinteressada. Age com espontaneidade. Ela é parte da corrente. Não fica procurando respostas o tempo inteiro. Mas é conduzida a elas. Esse é o início da perfeição!

Podemos sofrer por inúmeras razões. Até mesmo por desejarmos melhorar. Isso soa estranho! Como podemos sofrer por aspirarmos à perfeição e à felicidade?

O desejo pode ser uma faca de dois gumes. Se queremos melhorar o nosso comportamento porque descobrimos que isso, por si só, nos torna felizes e nos dá prazer, então temos um motivo correto. No entanto, se desejamos adquirir virtudes e cultivar qualidades por acreditarmos que, com isso, seremos reconhecidos e bem tratados pelas outras pessoas, então apenas criamos mais um problema..

Ou se é bondoso porque se é, ou não se é bondoso. As recompensas que advêm da prática do bem, não devem ser esperadas. Quem é verdadeiramente virtuoso é desinteressado como uma criança. Pratica o bem sem pensar em retorno para si.

Existem muitas pessoas estressadas, confusas e perturbadas em nossa sociedade. Elas freqüentemente são agressivas ou mesmo indiferentes no trato com o semelhante. Precisamos de uma boa dose de compaixão e paciência para lidarmos com indivíduos assim. Só que não podemos ser compassivos e tolerantes por muito tempo se estivermos na expectativa de termos a nossa boa vontade identificada por todos. E ainda que consigamos demonstrar persistência na prática do bem diante das incompreensões e dos maus tratos, a nossa bondade não será verdadeira se estivermos interessados em que ela apareça.

A história que descreve a iluminação de Sidarta ilustra bem isso. Quando Sidarta abandonou a sua vida principesca e foi viver como asceta, em certo momento lhe ocorreu que talvez estivesse fazendo aquilo pelo prazer de ser admirado pelos outros. Percebendo isso, ele abandona os rigores do ascetismo e, então algum tempo depois, ele se torna Buda - O Iluminado.

A mesma idéia está presente no Evangelho de Jesus segundo Lucas, na parábola do fariseu e do publicano. Explicando esta historieta, Jesus deixa bem claro que, quem deseja mostrar pureza, justiça e correção, de nenhum modo é possuidor dessas qualidades.

Algo semelhante é dito por Lao Tsé no Tao te King:

“Quem dá valor a si mesmo, não é valorizado. Quem se julga importante, não merece importância. Quem louva a si mesmo, não é grande.” Aquele que se esforça em parecer bondoso aos olhos dos homens, ou degenera para a mais abjeta hipocrisia, ou, no caso de existirem boas intenções, apenas consegue se frustrar com a insensibilidade alheia.

Nós devemos seguir em nossa caminhada espiritual como uma criança, que não tem a pretensão de ser grande ou pequena, mas apenas quer ser o que é. Somente assim poderemos evitar sofrimentos e desilusões.

Não devemos culpar o mundo pelas nossas decepções, nem atribuir a ele a nossa amargura. Porque não é o mundo a causa do desânimo de uma pessoa, mas sim a atitude que ela própria tem perante o mundo.

Ser como uma criança é compreender que as virtudes não são artigos numa vitrine. São conquistas espirituais que se manifestam a cada nova oportunidade de fazer o bem, sem premeditação ou interesse.

Emerson Aguiar

Mestrando em Filosofia



endereço e imagem: internet




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SELO: BLOG INSTIGANTE


Ganhei esse selinho da amiga Maria José do blog (http://arcadoconhecimento.blogspot.com/).

Esse selo representa os blogs que além da assiduidade das postagens e do esmero com que são feitos, provoca-nos a necessidade de refletir, questionar, aprender e sobretudo que instigam almas e mentes à procura de conhecimento e sabedoria.

Presenteio os seguintes amigos:

- Espírito Azul
- Felipe
- Sara
- Viveka

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O RIO DA VIDA


Era uma vez um riacho de águas cristalinas, muito bonito, que serpenteava entre as montanhas.

Em certo ponto de seu percurso, notou que a sua frente havia um pântano imundo, por onde deveria passar. Olhou, então, para Deus e protestou:

- Senhor, que castigo! Eu sou um riacho tão límpido, tão formoso, e o Senhor me obriga a atravessar um pântano sujo como esse! Como faço agora?

Deus respondeu:

- Isso depende da sua maneira de encarar o pântano. Se ficar com medo, você vai diminuir o ritmo de seu curso, dará voltas e, inevitavelmente, acabará misturando suas águas com as do pântano, o que o tornará igual a ele. Mas, se você o enfrentar com velocidade, com força, com decisão, suas águas se espalharão sobre ele, a umidade as transformará em gotas que formarão nuvens, e o vento levará essas nuvens em direção ao oceano. Aí você se transformará em mar.

Assim é a vida. As pessoas engatinham nas mudanças. Quando ficam assustadas, paralisadas, pesadas, tornam-se tensas e perdem a fluidez e a força.

É PRECISO ENTRAR PRÁ VALER NOS PROJETOS DA VIDA, ATÉ QUE O RIO SE TRANSFORME EM MAR.

Se uma pessoa passar a vida toda evitando sofrimento, também acabará evitando o prazer que a vida oferece.Há milhares de tesouros guardados em lugares onde precisamos ir para descobri-los.Não procure o sofrimento. Mas, se ele fizer parte da conquista, enfrente-o e supere-o.Arrisque, ouse, avance na vida. Ela é uma aventura gratificante para quem tem coragem de arriscar.

Desconheço o autor



endereço: http://textos_legais.sites.uol.com.br/rio_da_vida.htm
imagem: missaoportasabertas.wordpress.com




terça-feira, 10 de novembro de 2009

DOIS SELOS

Recebi e agradeço este selo da minha amiga Sara do blog http://saracotear.blogspot.com.

A regra é repassá-lo à 2 Blogs ou mais e responder à seguinte pergunta:
"O que seria necessário fazer ou mudar, para vivermos num mundo melhor?"
Resp: Mudando o homem, muda-se o mundo.

Repasso para:

1- Arca do AutoConhecimento;
2- Espírito Azul;
3- Crescer dá trabalho;
4- Por uma vida melhor;
5- Sem fronteiras para o sagrado.


Um grande abraço à todos.
Good luck!


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Selo - Um pouco de mim



Sou grato à minha amiga JULI do blog http://julimarmurat.blogspot.com pelo selinho. Muito obrigado, anja amiga, pelo carinho e lembrança.

Agora, vamos às regras do selo.

REGRAS: Poste o selo, complete as frases abaixo e indique 5 blogs para recebê-lo.

1. Eu já... (fui pessimista).

2. Eu nunca... (teria crescido sem a família e amigos).

3. Eu sei... (sou o construtor do meu "destino").

4. Eu quero... (Aprofundar no estudo da psicologia humana).

5. Eu sonho... (em olhar no espelho e poder dizer: venci, a mim mesmo!)

Blogs que indico:

1- Ecos da alma
2- Saracotear
3- Espírito Azul
4- Crescer dá trabalho
5- Arca do AutoConhecimento

Um beijo!


domingo, 8 de novembro de 2009

PORTAS


É praticamente uma lei na vida que

quando uma porta se fecha para nós, outra se abre.

A dificuldade está em que, freqüentemente,

ficamos olhando com tanto pesar a porta fechada,

que não vemos aquela que abriu


Andrew Carnegie


Endereço: internet
imagem: docoracaodedeusparaoseucoracao.blogspot.com



sábado, 7 de novembro de 2009

SELOS






Recebi estes selos do Espírito Azul

1.) Agradecer quem te deu o selo
Espírito Azul, sou muito grato pelo carinho!
2.) Copiar e colar
Já está feito.
3.) Ser seguidor
Já sou há algum tempo, porque vale a pena sê-lo.

4.) Escrever 7 coisas interessantes sobre mim
- Sou bem-humorado;
- Me esforço continuamente para fazer o bem ao próximo como a mim mesmo;
- Gosto de enviar e-mails com belas mensagens;
- Amo ler;
- Evito ler notícias ruins;
- Busco falar coisas úteis apenas, mas ainda está difícil;
- Sou torcedor do Santos

5.) Presentear 7 amigos

Meus sete queridos amigos:
1) Arca do AutoConhecimento,
2) Crescer dá trabalho,
3) Saracotear,
4) Ecos da Alma,
5) Anseios da Vida,
6) Magnetismo,
7) Falando.com.

Abraços mil!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

FOME, SEDE E VONTADE DE LER


Fabiano Cambota

Os biólogos, cientistas, cientificistas - enfim, qualquer estudioso do corpo humano - não cansam de afirmar e reafirmar a perfeição do corpo humano. A mais completa máquina já criada. O complexo sistema de células, órgãos, substâncias que sintetizam a perfeição. Pois tratemos de discordar. O corpo necessita de combustíveis. Se precisamos de água, temos sede. De comida, temos fome. Nunca paramos de respirar. Por que nos falta uma necessidade de ler? Alias, não há sequer um nome pra isso. Simplesmente “a necessidade de ler”. Algo como a manutenção da intelectualidade, ou da saúde do cérebro. Ler. Ler como quem mata a sede. Como quem avança sobre um prato de comida. Um copo de água bem gelada e uma Clarice. Uma lasanha e um Machado. Para todos os dias, arroz, feijão e Allan Poe.

A falta de leitura deveria ser retratada em fotografia premiada pela National Geographic. Concorrentes do “Foto do ano de 2004”: O menino faminto da Etiópia, a baleia encalhada da Antártida e o Sem-livro do Brasil. Deveria estar estampado na cara do sujeito: “Sou subletrado”.

Não se justifica com a situação do nosso país. Não se trata aqui da falta de incentivo e de educação, já notória e discutida. Mas de atitude.

Os jovens - ah, sempre os jovens – não conseguem, ou não querem, enxergar o benefício da leitura. Qualquer leitura. E os jovens crescem, ou já cresceram, subletrados. Daí a pergunta: E se houvesse uma necessidade física? Penso que ainda há o que mudar na estrutura humana. Que tal essa dica? Hein! Na falta de uma terminologia melhor, fica a “fome de leitura”, ou a FOMURA. O menino grita: “Manhêêê, to com uma fomura danada”. E ela vem correndo com a Ruth Rocha que é pro menino parar de reclamar. O pai, no meio da noite, acorda com o choro do bebê. Dá a mamadeira, troca a fralda e lê o Ziraldo enquanto o neném não consegue sozinho. O casal de namorados vai sair a noite. Jantar, choppinho ou leitura? O rapaz mais afoito sugeriria um João Ubaldo. O divorciado um Nabokov. O mais esperto um Vinícius (sim, elas ainda adoram). E a combinação vinho, massa e Drummond? Irresistível.


O sonho enfim se concretizaria com o obeso-literato. Aquele que, de madrugada, assalta a estante. Acha que não faz mal um Parnasianismozinho durante as refeições. Vai ao médico, o letricionista, que lhe passa uma dieta a base de romance. Nada muito pesado. Depois das 20 horas, só Sidney Sheldon. Mas cai em tentação e é flagrado com “Crime e Castigo” nas mãos. A família se preocupa. Tornou-se um livrólatra. Só o L.A. poderá salvá-lo. Nas reuniões com o grupo de viciados em literatura, ele conta sua saga: “Bem, comecei aos 10 anos. Como todo mundo. Fadas, chapéus, narizes que cresciam. Depois eu parti pros livros menores. Mas quando você menos espera, já está devorando um Jorge Amado numa sentada só”. Um “ooh” ecoa na sala. Senhoras comentam entre si. “Tão novinho e tão letrado né!”
Bibliotecas lotadas. Um silêncio ensurdecedor. Filas enormes para entrar. É muita gente morrendo de fomura. Consegue uma mesa, pede o menu.

- Por favor, me vê duas Cecílias. E pro menino pode ser um Lobato, que ele adora!!

- Senhor! Nossas Cecílias acabaram.

- O quê? E o que você sugere?

- Nosso Eça é legítimo, senhor! E temos Camões

- É que os portugueses são caros né! E meu médico me proibiu Camões durante a semana.

- Algum Andrade?

- Não sei. Não sei. To indeciso ainda.

Depois de alguns minutos pensando e testando a paciência do rapaz que lhe servia...

- Ah, vou de Paulo coelho mesmo que é só pra matar a fomura.


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Fabiano Cambota é líder e vocalista da Banda Pedra Letícia. ,É goiano (mas urbano), inteligente e divertido....

Pra quem quiser conhecer a banda: www.pedraleticia.com.br



endereço: http://textos_legais.sites.uol.com.br

imagem: internet



quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A PARÁBOLA DOS TALENTOS


Havia um homem muito rico, possuidor de vastas propriedades, que era apaixonado por jardins. Os jardins ocupavam o seu pensamento o tempo todo e ele repetia sem cessar: O mundo inteiro ainda deverá transformar-se num jardim. O mundo inteiro deverá ser belo, perfumado e pacífico. O mundo inteiro ainda se transformará num lugar de felicidade.

As suas terras eram uma sucessão sem fim de jardins, jardins japoneses, ingleses, italianos, jardins de ervas, franceses. Dava muito trabalho cuidar de todos os jardins. Mas valia a pena pela alegria. O verde das folhas, o colorido das flores, as variadas simetrias das plantas, os pássaros, as borboletas, os insectos, as fontes, as frutas, o perfume… Sozinho ele não daria conta Por isso anunciou que precisava de jardineiros. Muitos se apresentaram e foram empregados.

Aconteceu que ele precisou de fazer uma longa viagem. Iria a uma terra longínqua comprar mais terras para plantar mais jardins. Assim, chamou três dos jardineiros que contratara, e disse-lhes: Vou viajar. Ficarei muito tempo longe. E quero que vocês cuidem de três dos meus jardins. Os outros, já providenciei quem cuide deles. A você, Paulo, eu entrego o cuidado do jardim japonês. Cuide bem das cerejeiras, veja que as carpas estejam sempre bem alimentadas… A você, Hermógenes, entrego o cuidado do jardim inglês, com toda a sua exuberância de flores espalhadas pelas rochas… E a você, Boanerges, entrego o cuidado do jardim mineiro, com romãs, hortelãs e jasmins.

Ditas essas palavras, partiu. Paulo ficou muito feliz e pôs-se a cuidar do jardim japonês. Hermógenes ficou muito feliz e pôs-se a cuidar do jardim inglês. Mas Boanerges não era jardineiro. Mentira ao oferecer-se para o emprego. Quando ele viu o jardim mineiro disse: Cuidar de jardins não é comigo. É demasiado trabalho…

Trancou então o jardim com um cadeado e abandonou-o. Passados muitos dias voltou o Senhor, ansioso por ver os seus jardins. Paulo, feliz, mostrou-lhe o jardim japonês, que estava muito mais bonito do que quando o recebera. O Senhor dos Jardins ficou muito feliz e sorriu. Hermógenes mostrou-lhe o jardim inglês, exuberante de flores e cores. O Senhor dos Jardins ficou muito feliz e sorriu.

E foi a vez de Boanerges… E não havia forma de enganar: Ah! Senhor! Preciso de confessar: não sou jardineiro. Os jardins dão-me medo. Tenho medo das plantas, dos espinhos, das lagartas, das aranhas. As minhas mãos são delicadas. Não são próprias para mexer na terra, essa coisa suja…

Mas o que me assusta mesmo é o facto das plantas estarem sempre a transformar-se: crescem, florescem, perdem as folhas. Cuidar delas é uma trabalheira sem fim.

Se estivesse em meu poder, todas as plantas e flores seriam de plástico. E a terra estaria coberta com cimento, pedras e cerâmica, para evitar a sujeira. As pedras dão-me tranquilidade. Elas não se mexem. Ficam onde são colocadas. Como é fácil lavá-las com esguichos e vassoura! Assim, eu não cuidei do jardim. Mas tranquei-o com um cadeado, para que os traficantes e os vagabundos não o invadissem.

E com estas palavras entregou ao Senhor dos Jardins a chave do cadeado. O Senhor dos Jardins ficou muito triste e disse: Este jardim está perdido. Deverá ser todo refeito. Paulo, Hermógenes: vocês vão ficar encarregados de cuidar deste jardim. Quem já tinha jardins ficará com mais jardins.

E, quanto a você, Boanerges, respeito o seu desejo. Não gosta de jardins. Vai ficar sem jardins. Gosta de pedras. Pois, de hoje em diante, irá partir pedras na minha pedreira…

Rubem Alves
Gaiolas ou Asas – A arte do voo ou a busca da alegria de aprender
Porto, Edições Asa, 2004


endereço: http://contadoresdestorias.wordpress.com/2007/07/05/rubem/

imagem: bibliasemmitos-wagner.blogspot.com


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

OSHO - BUDA E O TAPA


Buda estava sentado embaixo de uma árvore falando aos seus discípulos. Um homem se aproximou e deu-lhe um tapa no rosto.
Buda esfregou o local e perguntou ao homem:
- E agora? O que vai querer dizer?
O homem ficou um tanto confuso, porque ele próprio não esperava que, depois de dar um tapa no rosto de alguém, essa pessoa perguntasse: "E agora?" Ele não passara por essa experiência antes. Ele insultava as pessoas e elas ficavam com raiva e reagiam. Ou, se fossem covardes, sorriam, tentando suborná-lo. Mas Buda não era num uma coisa nem outra; ele não ficara com raiva nem ofendido, nem tampouco fora covarde. Apenas fora sincero e perguntara: "E agora?" Não houve reação da sua parte.

Os discípulos de Buda ficaram com raiva, reagiram. O discípulo mais próximo, Ananda, disse:
- Isso foi demais: não podemos tolerar. Buda, guarde os seus ensinamentos para o senhor e nós vamos mostrar a este homem que ele não pode fazer o que fez. Ele tem de ser punido por isso. Ou então todo mundo vai começar a fazer dessas coisas.
- Fique quieto – interveio Buda – Ele não me ofendeu, mas você está me ofendendo. Ele é novo, um estranho. E pode ter ouvido alguma coisa sobre mim de alguém, pode ter formado uma idéia, uma noção a meu respeito. Ele não bateu em mim; ele bateu nessa noção, nessa idéia a meu respeito; porque ele não me conhece, como ele pode me ofender? As pessoas devem ter falado alguma coisa a meu respeito, que "aquele homem é um ateu, um homem perigoso, que tira as pessoas do bom caminho, um revolucionário, um corruptor". Ele deve ter ouvido algo sobre mim e formou um conceito, uma idéia. Ele bateu nessa idéia.
Se vocês refletirem profundamente, continuou Buda, ele bateu na própria mente. Eu não faço parte dela, e vejo que este pobre homem tem alguma coisa a dizer, porque essa é uma maneira de dizer alguma coisa: ofender é uma maneira de dizer alguma coisa. Há momentos em que você sente que a linguagem é insuficiente: no amor profundo, na raiva extrema, no ódio, na oração.

Há momentos de grande intensidade em que a linguagem é impotente; então você precisa fazer alguma coisa. Quando vocês estão apaixonados e beijam ou abraçam a pessoa amada, o que estão fazendo? Estão dizendo algo. Quando vocês estão com raiva, uma raiva intensa, vocês batem na pessoa, cospem nela, estão dizendo algo. Eu entendo esse homem. Ele deve ter mais alguma coisa a dizer; por isso pergunto: "E agora?"

O homem ficou ainda mais confuso! E buda disse aos seus discípulos:
- Estou mais ofendido com vocês porque vocês me conhecem, viveram anos comigo e ainda reagem.
Atordoado, confuso, o homem voltou para casa. Naquela noite não conseguiu dormir.

Na manhã seguinte, o homem voltou lá e atirou-se aos pés de Buda. De novo, Buda lhe perguntou:
- E agora? Esse seu gesto também é uma maneira de dizer alguma coisa que não pode ser dita com a linguagem. Voltando-se para os discípulos, Buda falou:
- Olhe, Ananda, este homem aqui de novo. Ele está dizendo alguma coisa. Este homem é uma pessoa de emoções profundas.
O homem olhou para Buda e disse:
- Perdoe-me pelo que fiz ontem.
- Perdoar? – exclamou Buda. – Mas eu não sou o mesmo homem a quem você fez aquilo. O Ganges continua correndo, nunca é o mesmo Ganges de novo. Todo homem é um rio. O homem em quem você bateu não está mais aqui: eu apenas me pareço com ele, mas não sou mais o mesmo; aconteceu muita coisa nestas vinte e quatro horas! O rio correu bastante. Portanto, não posso perdoar você porque não tenho rancor contra você.
E você também é outro, continuou Buda. Posso ver que você não é o mesmo homem que veio aqui ontem, porque aquele homem estava com raiva; ele estava indignado. Ele me bateu e você está inclinado aos meus pés, tocando os meus pés; como pode ser o mesmo homem? Você não é o mesmo homem; portanto, vamos esquecer tudo. Essas duas pessoas: o homem que bateu e o homem em quem ele bateu não estão mais aqui. Venha cá. Vamos conversar.


Osho; Intimidade Como Confiar em Si Mesmo e nos Outros

Retirado do Portal Vida e Morte


endereço e iamgem: http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2007/06/buda_e_o_tapa.html


sábado, 31 de outubro de 2009

...E DEPOIS?

"Não é ocioso apenas o que nada faz, mas é ocioso quem poderia empregar melhor o seu tempo" - Sócrates

..E DEPOIS?


O ser humano é o único dotado de razão, por isso é chamado de racional.

Ser racional é raciocinar com sabedoria, é saber discernir, é pensar, utilizando o bom senso e a lógica antes de qualquer atitude.

Todavia, boa parte de nós não agimos com a sabedoria necessária para evitar problemas e dissabores perfeitamente evitáveis.

Costumeiramente, agimos antes e pensamos depois, tardiamente, quando percebemos que os resultados da nossa ação nos infelicita.

Paulo, o Apóstolo, que tinha a lucidez da razão, adverte com sabedoria: "tudo me é lícito, mas nem tudo me convém".

Quis dizer com isso que tudo nos é permitido, mas que a razão nos deve orientar de que nem tudo nos convém.

Do ponto de vista físico, quando comemos ou bebemos algo que nos faz mal, não pensamos no depois, mas o depois é fatal.

Se nosso organismo é frágil a certos tipos de alimento, devemos pensar nas conseqüências antes de ingeri-los, mesmo que a nossa vontade diga o contrário.

Perguntemo-nos: e depois? Como será depois?

Lembremos da gaseificação, do mal estar e de outros distúrbios que advirão.

Se temos vontade de fazer uso de drogas, sejam elas socialmente aceitas ou não, pensemos antes no depois. Será que suportarei corajosamente as enfermidades decorrentes desses vícios? Ou será um preço muito alto por alguns momentos de satisfação?

Quando sentimos vontade de usar o cartão de crédito, pela facilidade que ele oferece, costumamos pensar no depois? Pensar em como vamos pagar a conta?

Quando recebemos o convite das propagandas para o consumo desenfreado, ponderamos racionalmente sobre a necessidade da aquisição, ou compramos antes para constatar, logo mais, que não necessitamos daquele objeto?

No campo da moral não é diferente.

Quando surgir a vontade de gozar alguns momentos de prazer, pensemos: e depois?

Quais serão as conseqüências desse ato que desejo realizar? Será que as suportarei corajosamente, sem reclamar de Deus nem jogar a responsabilidade sobre os outros?

Certo dia, conversando com um fiscal aposentado, ouvimo-lo falar a respeito do vazio que sentia na intimidade e da consciência marcada pelos atos inconseqüentes que praticara durante a vida.

Buscou, na atividade profissional, tirar proveito de todas as situações. Arranjava tudo com algum "jeitinho" e com muita propina, mas nunca havia pensado no depois.

...E o depois chegou. A velhice o alcançou como alcança as pessoas honestas, mas a sua consciência trazia um peso descomunal, e uma sensação desconfortável lhe invadia a alma.

Não conseguia olhar nos olhos dos filhos e netos, sem pensar no quanto havia sido inescrupuloso. Sem pensar no tipo de sociedade que havia construído para legar aos seus afetos.


Dessa forma, antes de tomar qualquer atitude, questionemos a nós mesmos: e depois?


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Melhor que resistamos por um momento e tenhamos paz interior, do que gozar um minuto e ter o resto da vida para se arrepender.


Desconheço o autor


endereço e imagem: internet


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

OS 7 PECADOS



Certo dia um casal ao chegar do trabalho encontrou algumas pessoas dentro de sua casa. Achando que eram ladrões ficaram assustados, mas um homem forte e saudável, com corpo de halterofilista disse:
- Calma pessoal, nós somos velhos conhecidos e estamos em toda parte do mundo.
- Mas quem são vocês? perguntou o casal.
- Eu sou a Preguiça, respondeu o homem. Estamos aqui para que você escolha um de nós para sair definitivamente da vida de vocês.
- Como pode você ser a preguiça se tens o corpo de um atleta que vive malhando e praticando esportes? indagaram.
- A preguiça é forte como um touro e pesa toneladas nos ombros dos preguiçosos, com ela ninguém pode chegar a ser um vencedor.

Uma mulher velha curvada, com a pele muito enrugada que mais parecia uma bruxa disse:
- Eu meus filhos, sou a Luxúria.
- Não é possível! Disse o homem da família - você não pode atrair ninguém com essa feíura.
- Não há feiura pra a luxúria, queridos? respondeu - Sou velha porque existo a muito tempo entre os homens, sou capaz de destruir famílias inteiras, perverter crianças e trazer doenças para todos até a morte. Sou astuta e posso me disfarçar na mais bela mulher ou homem que você já viu.

Um mau cheiroso homem vestindo uns maltrapilhos de roupas que mais parecia um mendigo disse:
- Eu sou a cobiça, por mim muitos já mataram, por mim muitos abandonaram famílias e pátria, sou tão antigo quanto a Luxúria mas eu não dependo dela para existir. Tenho essa aparência de mendigo porque por mais bem vestido que apresento, mais rico que apareço, com jóias, dinheiro e carros luxuosos, ainda assim me verás, porque a cobiça está tanto para o pobre quanto para o rico.

- E eu, - disse uma lindíssima mulher com um corpo escultural e cintura finíssima, seus contornos eram perfeitos e tudo no corpo dela tinha harmonia de forma e movimentos - Sou a Gula. Assustaram-se os donos da casa dizendo:
- Sempre imaginamos que a gula seria gorda.
- Isso é o que vocês pensam - respondeu ela - Sou a bela e atraente porque se assim não fosse seria muito fácil se livrar de mim. Minha natureza é delicada, normalmente sou discreta, quem tem a mim não se apercebe, mostro-me sempre disposta a ajudar aqueles que querem fazer regimes mas na verdade faço tudo ruir de maneira sutil. Destruo o prazer de viver e destruo a beleza do corpo.

Sentado em uma cadeira a beira da casa, um senhor também velho mas com o semblante bastante sereno disse com voz doce e movimentos suaves:
- Eu sou a Ira alguns me conhece como cólera, tenho muitos milênios também. Não sou homem nem mulher assim como meus companheiros que estão aqui.
- Ira ? Parece mais o vovô que todos gostariam de ter - disse a dona da casa.
- E a grande maioria me tem - respondeu o vovô - Matam com crueldade, provocam brigas horríveis e destróem cidades quando me aproximo.Sou capaz de eliminar qualquer sentimento diferente de mim, posso estar em qualquer lugar e penetrar nas mais protegidas casas. Mostro-me calmo e sereno para mostrar-lhes que a Ira pode estar no aparentemente manso. Posso também ficar contido no íntimo das pessoas sem se manifestar, provocando úlceras, câncer e as mais temíveis doenças.

- Eu - disse uma jovem que ostentava uma coroa de ouro cravada de diamantes, usava braceletes de brilhantes e roupas de fino pano, assemelhando-se a uma princesa rica e poderosa - Sou a Inveja - Faço parte da história do homem desde de sua aparição.
- Como inveja, se é rica e bonita, parece ter tudo que deseja. - disse a mulher da casa.
- Há os que são ricos, os que são poderosos, os que são famosos e os que não são nada disso, mas eu estou entre todos, a inveja surge pelo que não se tem e o que não se tem é a felicidade. Felicidade, depende de amor, e isso carece na humanidade. Por causa de mim, muita destruição já houve, mortes e sofrimento, onde eu estou está também a tristeza.

Enquanto os invasores se explicavam, um garoto que aparentava cerca de 5 a 6 anos brincava pela casa.
Sorridente e de aparência inocente, característica das crianças, sua face de delicados traços mostravam a plenitude da jovialidade, olhos vívidos e enigmáticos, parecia estar alheio aos acontecimentos quando foi indagado pelo casal.
- E você garoto, o que fazes junto a esses que parecem ser a personificação do mal?
O garoto respondeu com um sorriso largo e olhar profundo.
- Eu sou o Orgulho.
- Orgulho?? estupefou-se o casal - Você é apenas uma criança, tão inocente como todas as outras.
O semblante do garoto tomou um ar de seriedade que assustou o casal, e ele disse.
- O orgulho é como uma criança mesmo, mostra-se inocente e inofensivo, mas não se enganem, sou tão destrutivel quanto todos aqui , quer brincar comigo?

A Preguiça interrompeu a conversa e disse.
- Vocês devem escolher quem de nós sairá definitivamente de suas vidas.
Queremos a resposta.
O casal respondeu.
- Por favor, dêem 10 minutos para que possamos pensar.
O casal se dirigiu para o quarto onde dormem e lá fizeram várias consideração. Dez minutos depois retornaram.
- E então? perguntou a Gula.
- Queremos que o Orgulho sai de nossas vidas.
O garoto olhou com um olhar fulminante para o casal, pois queria continuar ali. Porém respeitando a decisão dirigiu-se para a saída. Os outros iam acompanhado o Garoto quando o casal perguntou.
- Ei, vocês vão embora também?
O Menino, agora com ar de severidade e com a voz forte de um orador disse.

- Escolhestes que o Orgulho saísse de vossas vidas, fizeram a melhor escolha. Pois onde não há Orgulho, não há preguiça, pois os preguiçosos são aqueles que se orgulham de nada fazer para viver não percebendo que na verdade vegetam. Onde não há orgulho não há Luxúria, pois os luxuriosos tem orgulho de seus corpos e julgam-se merecedores de possuir os corpos de tantos quantos lhe provir, não percebendo que na verdade são objetos do instinto. Onde não há orgulho, não há Cobiça, pois os cobiçosos tem orgulho das migalhas que possuem , juntando tesouros na terra e invejando a felicidade alheia, não percebendo que na verdade são instrumentos do dinheiro. Onde não há orgulho, não há Gula, pois os gulosos se orgulham de suas condição e jamais admitem que o são, arrumam desculpas para
justificar a gula, não percebendo que na verdade são marionetes dos desejos. Onde não há orgulho, não há Ira, pois os iracundos se orgulham de não serem passíveis e jamais abaixam a cabeça diante de qualquer situação, são incapazes de permitir que a vida lhes proporcione lições de aprendizado e se revoltam com facilidade com aqueles que, segundo o próprio julgamento, não são perfeitos, não percebendo que na verdade sua ira são resultado de suas próprias imperfeições.
Onde não há orgulho, não há inveja, pois os invejosos sentem o orgulho ferido ao verem o sucesso alheio seja ele qual for, precisam constantemente superar os demais nas conquistas, não percebendo que na verdade são ferramentas da insegurança e da falta de amor a vida. Adeus.

Saíram todos sem olhar para trás, e ao baterem a porta, um fulminante raio de luz invadiu o recinto, e o casal, desintegrou-se. Dizem que viraram Anjos.


endereço:http://textos_legais.sites.uol.com.br/os_7_pecados.htm

imagem: voxclamantisindeserto.arteblog.com.br


DOIS SELOS

SELO: ESSE BLOG NÃO SAI DA MINHA CABEÇA

Recebi este selo da amiga Maria José do blog Arca do AutoConhecimento Meme(http://arcadoconhecimento.blogspot.com).
Minha amiga, obrigado pelo carinho e pela amizade.
Vamos as regras:

Escrever 10 coisas que não me saem da cabeça, e indicar para 10 blogs que também não me saem da cabeça.

1°Deus
2°Família
3°Amigos
4ºLivros
5°Trabalho do Grupo Noel
6°Fortalecer a minha fé
8°Continuar os estudos da Doutrina Espírita
9°Movimentar o Amor
10°Viver o bem

Agora vamos às indicações:

1. Sara - http://saracotear.blogspot.com/
2. Psiquismo Desmistificado - http://sentimentoeemocoes.blogspot.com/
3. Viveka - http://vivekaaa.blogspot.com/
4. Cris e Fátima - http://aventurinhando.blogspot.com
5. Fernando - http://falandocomquemquiserouvir.blogspot.com
6. Jeanne - http://conscienciaevida.blogspot.com
7. Julimar - http://julimarmurat.blogspot.com/
8. Norma - http://normavillares.blogspot.com/
9. Ana - http://meularinterior.blogspot.com/
10. Marcelo - http://positivopensamento.blogspot.com/


****


SELO: MEME

"Meme” é tudo o que se aprende por cópia a partir de uma outra pessoa. Desde coisas simples, como comer usando talheres, até ações mais complexas , como escrever textos excelentes em blogs . Resumindo ao máximo, alguém faz, você vê, gosta e copia. Outras pessoas vão ver você fazendo, também gostarão e copiarão. Desta maneira, a evolução de um Meme é quase sempre viral e exponencial.
Estas palavras estão no blog da Maria José , no endereço http://arcadoconhecimento.blogspot.com, que me ofereceu este presente, o qual aceito com muito carinho.
As regras para receber e repassar o selo, são as seguintes:

1- Escrever uma lista com 8 características suas:
Bem-humorado, Responsável, Família, Amigo, Estudioso, Ouvir, Sensível e Racional

2-Convidar 8 blogueiras(os) para o selo:

1. Por Uma Vida Melhor - (http://julimarmurat.blogspot.com/)
2. Magnetismo - (http://magnetizador.blogspot.com/)
3. Felicidade à vista... - (http://avidaehcurtademais.blogspot.com/)
4. Ecos da Alma - (http://normavillares.blogspot.com/)
5. Meu Lar Interior - (http://meularinterior.blogspot.com/)
6. Saracotear - (http://saracotear.blogspot.com/)
7. Crescer Dá Trabalho - (http://crescerdatrabalho.blogspot.com/)
8. Tamoporai - (http://tamoporai.blogspot.com/)


3- Comentar no blog quem lhe premiou.
Tenho um carinho muito especial pela Maria José. É como se estivesse reencontrando uma amiga de longos evos. Sinto-me bem lendo os posts e os comentários dela. O blog dela é muito especial!!!
Obrigado, sempre, por tudo, minha amiga!!!

Um beijo!!!


terça-feira, 27 de outubro de 2009

DEUS É COMO AÇÚCAR...



Um certo dia, a professora querendo saber se todos tinham estudado a lição
de catecismo, perguntou as crianças quem saberia explicar quem é Deus?
Uma das crianças levantou o braço e disse:
- Deus é o nosso pai, Ele fez a terra, o mar e tudo que está nela; nos fez
como filhos dele.
A professora, querendo buscar mais respostas, foi mais longe:
- Como vocês sabem que Deus existe, se nunca O viu?
A sala ficou toda em silêncio...
Pedro, um menino muito tímido, levantou as mãozinhas e disse:
- A minha mãe me disse que Deus é como o açúcar no meu leite que ela faz
todas as manhãs, eu não vejo o açúcar que está dentro da caneca no meio do
leite, mas se ela tira, fica sem sabor.
Deus existe, e está sempre no meio de nós, só que não O vemos, mas se ele
sair de perto, nossa vida fica...sem sabor.
A professora sorriu, e disse:
- Muito bem Pedro, eu ensinei muitas coisas a vocês, mas você me ensinou
algo mais profundo que tudo o que eu já sabia.
Eu agora sei que Deus é o nosso açúcar e que está todos os dias adoçando a
nossa vida!
Deu-lhe um beijo e saiu surpresa com a resposta daquela criança."
A sabedoria não está no conhecimento, mas na vivência de DEUS em nossas
vidas, pois teorias existem muitas, mas doçura como a de DEUS não existe,
nem mesmo nos melhores açúcares...
não se esqueçam de colocar "AÇÚCAR" em suas vidas, sempre...

Desconheço o autor


endereço e imagem: internet
imagem: renatanovafase.blogspot.com



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SELO - ESSE BLOG MERECE UM OSCAR



É com muita alegria e gratidão que recebo da amiga Julimar do blog POR UMA VIDA MELHOR (http://julimarmurat.blogspot.com) este selo ESSE BLOG MERECE UM OSCAR.

Da Julimar lembrar de mim é um privilégio, pois é um blog que acompanho há um tempo o qual me tornei um fã e seguidor por causa do belos e profundos textos que apresenta, de variados temas, e que sempre vem naquilo que precisamos. Por isso é um blog e uma amiga que é uma benção e nós, seus seguidores e leitores, os abençoados.

Juli, Muito obrigado pelo carinho

Como regra, terei que repassar este selo para 5 (cinco) blogs, apesar de que ter que deixar de fora outros blogs maravilhosos e amigos é difícil.

Estes são os contemplados por mim, que deverão fazer o mesmo:


1-Anseios da Vida, da Adélia (http://wisheslife.blogspot.com)
2-Tamoporai, do Dalailam (http://tamoporai.blogspot.com)
3-Crescer dá Trabalho, da Jeanne (http://crescerdatrabalho.blogspot.com)
4-Arca do AutoConhecimento, da Maria José (http://arcadoconhecimento.blogspot.com)
5 - Sem Fronteiras para o Sagrado, da Norma (http://semfronteirasparaosagrado.blogspot.com)

Um abraço!!

domingo, 25 de outubro de 2009

NÃO PODEMOS ESCOLHER AS COISAS QUE ACONTECEM


Nenhum de nós pode escolher as coisas que nos acontecem, algumas boas, outras más.
Mas todos nós podemos escolher nossa resposta às coisas que nos acontecem.
Você não é prisioneiro das reações.

Algumas pessoas dizem que são muito "sensíveis", que se magoam facilmente,
que se decepcionam com amigos, colegas e família e com aquilo que outros dizem ou fazem.
Tais pessoas, que se dizem "muito sensíveis" na verdade não têm muita sensibilidade.
Pessoas sensíveis (por definição) são capazes de obter uma gama maior de informações sensoriais
e emocionais vindas de outros e, portanto, geralmente são muito mais compreensivas,
calmas e raramente se desapontam com os comportamentos alheios, exatamente porque
sua sensibilidade aguçada mostra mais do que as aparências, evitando que se desapontem.
Além disso, pessoas sensíveis jamais dizem que são sensíveis.

Então o que são aquelas pessoas que a todo momento se definem como sensíveis,
que ficam deprimidas por razões aparentemente pequenas e cujos dias são destruídos por uma
advertência do chefe, por uma crítica dos colegas, por uma frase mal construída de um membro da família?

Elas não são sensíveis?...

Não. Tais pessoas são reativas - o contrário de sensíveis. Pessoas reativas não pensam.
Ou melhor, pensam que pensam, quando somente reagem emocionalmente a qualquer coisa,
sem refletir, sem controlar, sem observar o todo, como crianças.
Todos nós somos reativos, vez ou outra, mas conforme amadurecemos nos tornamos menos
reativos e mais sensíveis, já que escolhemos nossas respostas.
Quando somos crianças, simplesmente reagimos (o que é natural), por isso adultos reativos são,
normalmente, acusados de um comportamento infantil e birrento.

Uma pessoa sensível (por obter mais informações que estão à sua volta) raramente perde o controle,
mesmo quando atacada porque, sendo sensível, ela observa e e-s-c-o-l-h-e a melhor r-e-s-p-o-s-t-a.
Raramente reage, como um animal faminto faria.
Você não tem o poder de escolher aquilo que te acontecerá hoje, amanhã ou depois.
Mas você tem o poder de escolher a melhor resposta à tudo o que vai acontecer.
Resposta não é reação.
Reação é sinônimo de programa automático. Resposta é sinônimo de escolha.

Seja mais sensível, hoje, evitando dizer a primeira coisa que lhe venha à mente,
mesmo que seja algo que você diz pra você mesmo.
Escolha as palavras, escolha os pensamentos, escolha as respostas, fugindo da armadilha
que torna a vida das pessoas reativas sempre dependente de cada problema que acontece.
E observe aqueles que dizem que são "sensíveis".
Olhe o comportamento dessas pessoas.
Você verá que elas são completamente dependentes dos humores de outros e dos acontecimentos externos.
Elas simplesmente reagem por mais que racionalizem e se enganem,
afirmando que suas reações são causadas por sua suposta sensibilidade.
Sempre apresentarão razões para suas dores e tristezas, mas ainda assim estarão somente reagindo.

Você tem o poder de escolher aquilo que é melhor. Você pode!
Porque, como afirma Stephen Covey:

"Entre o que acontece comigo e minha reação ao que acontece comigo, há um espaço.
Neste espaço está minha capacidade em escolher minhas respostas e definir meu destino".
Desconheço o autor

endereço: internet
imagem: netinho.com.br


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

DUAS CABRAS NUMA PONTE


(conto russo)

Uma ponte estreita ligava duas montanhas. Em cada uma das montanhas vivia uma cabra. Dias havia em que a cabra da montanha ocidental atravessava a ponte para ir pastar na montanha oriental. Dias havia em que a cabra da montanha oriental atravessava a ponte para ir pastar na montanha ocidental. Mas, um dia, as cabras começaram a atravessar a ponte ao mesmo tempo.

Encontraram-se no meio da ponte. Nenhuma queria ceder passagem à outra.

— Sai da frente! — gritou a Cabra Ocidental. — Estou a atravessar a ponte.

— Sai tu da frente! — berrou a Cabra Oriental. — Quem está a atravessar sou eu!

Como nenhuma delas queria recuar e nenhuma delas podia avançar, ali ficaram, enfurecidas, durante algum tempo. Finalmente, entrelaçaram os chifres e começaram a empurrar. Eram tão semelhantes em força que apenas conseguiram empurrar-se uma à outra da ponte abaixo. Molhadas e furiosas, saíram do rio e subiram a encosta, a caminho de casa, cada uma murmurando para si: “Vejam só o que a teimosia dela provocou.”

Margaret Read MacDonald
Peace Tales
Arkansas, August House Publishers, Inc., 200


endereço: http://contadoresdestorias.wordpress.com/2009/07/20/1887/

imagem: spintravel.blogtv.uol.com.br