segunda-feira, 7 de junho de 2010

A IMPORTÂNCIA DOS DETALHES


Você já pensou na importância dos detalhes?

Muitas pessoas falam de moralidade, virtude e bondade, mas são raras as que praticam essas qualidades no dia-a-dia, com as pessoas com as quais convivem.

Seus olhares geralmente estão voltados para o todo, para a comunidade, mas se esquecem de que o todo é formado pelos indivíduos.

Para que se possa efetivamente aumentar o bem-estar geral, é preciso iniciar por praticar virtudes como a de responder gentilmente a um familiar ou colega de trabalho, no momento em que este solicita.

Quem não dá importância aos detalhes, não terá êxito nas grandes coisas, pois as coisas grandiosas são compostas pelas pequeninas.

Pensando assim, chegaremos à conclusão de que detalhes não existem de fato.

O que nos parece um detalhe é a parte mais importante, e a que realmente faz a diferença.

É inegável que a vida se torna mais leve quando somos tratados com pequenos gestos de gentileza, cortesia e atenção.

Ainda que possam nos parecer insignificantes, as ações benevolentes provocam um efeito semelhante ao que ocorre quando jogamos uma pedra num lago.

Pequenas ondulações surgem e vão se espalhando pela superfície líquida. Assim também os pequenos gestos de bondade provocam ondulações no caráter de quem os recebe.

Essas atitudes têm um grande poder de transformação, pois quem as experimenta se deixa penetrar pelas vibrações agradáveis e tende a repeti-las com as outras pessoas.

Por isso, se você se importa mesmo com o bem geral, comece por promover a sua melhoria íntima, nos mínimos detalhes.

Comece a observar suas ações no dia-a-dia e se questione sempre:

“Esta minha atitude está contribuindo para que eu me transforme no tipo de pessoa que desejo ser?”

“Minha maneira de agir com as pessoas que cruzam o meu caminho está contribuindo para o bem-estar geral?”

Um único minuto de atenção que damos a alguém pode significar muito para o bem geral.

Da mesma forma, uma palavra áspera, a indiferença diante da dor de alguém e a falta de atenção podem gerar dissabor em grande escala.

Por todas essas razões, se você deseja construir um mundo melhor comece a prestar atenção nos detalhes.

Olhe para dentro de cada coração e descubra ali os valores existentes e use-os para gerar harmonia e bem-estar.

Um indivíduo que se sente feliz e valorizado, será, certamente, mais um aliado seu para melhorar o mundo.

Um aliado que irá, tanto quanto você, vislumbrar o imenso horizonte a ser conquistado, a ser cultivado com as flores de amizade, do respeito e da bondade.

Quando prestamos atenção nos detalhes e aproveitamos cada oportunidade para fazer o bem, estamos construindo o bem comum.

Agindo assim chegaremos à essência da vida. E a essência da vida é o amor. Não um amor geral, destituído de significado, mas um amor ativo, criativo e atencioso nos mínimos detalhes.

Pense nisso!

Todas as pessoas que fizeram e fazem a diferença no mundo, cuidaram dos detalhes.

Um olhar de ternura, uma resposta gentil, um pequeno favor, a atenção aos que são desprezados pela maioria, são qualidades das pessoas de bem.

Assim, se desejamos realmente fazer o bem devemos fazê-lo nos mínimos detalhes...


Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.


endereço: http://www.momento.com.br/

imagem: exiliodojaguar.blogspot.com


sábado, 5 de junho de 2010

ALTA COMO UMA ESTACA


Alexandra arranca os ganchos coloridos do cabelo preso e solta-o.

Nem aos ombros lhe chega. Não é comprido nem curto nem nada bonito.

— Buu!! — Alexandra faz uma careta para a sua imagem no espelho. O cabelo faz lembrar as repas do seu cão Bitó.

A um galgo até ficam bem. A Alexandra, não.

Nem sequer tem uma cor definida o cabelo de Alexandra. Não é loiro nem castanho. Está entre o loiro escuro e o castanho claro.

Furiosa, Alexandra agarra no sabonete molhado que está pousado em cima do lavatório e besunta o espelho todo com riscas cor-de-rosa diagonais, sobre a imagem da sua cara.

Alexandra não se suporta a si própria.

Nem aos seus olhos azul pálido.

Gostava era que fossem castanho escuro, como os de Manuela, a vizinha do lado.

Pior do que as repas à cão e dos olhos azul claro é a sua altura. É um palmo mais alta do que o maior rapaz da turma. Ainda ontem o pai tornou a dizer:

— A Alexandra cresce como um pé de feijão: cada vez mais!

E o que hão-de dizer os familiares que não vêem Alexandra há muito tempo?

— Meu Deus! Cresceu tanto! Daqui a pouco estás maior do que nós!

Ainda bem que não dizem:

— Olá, girafa, como estás!?

Durante a noite, Alexandra sonha que tem uns pés muito pequeninos e umas pernas curtas, mas um pescoço enorme, enorme como um campanário e, bem lá no cimo, balança uma cabeça pequena. Vê-se a correr por uma praça fora com muita gente atrás dela, mas não consegue esconder-se em lado nenhum.

O pior é quando recebem visitas que nunca tinham visto Alexandra.

— Aah! — costumam dizer à mãe, e depois fazem uma pequena pausa. — Então esta é que é a tua filha!…

E soa como se dissessem: então este é que é o camelo de quem se fala na família e entre os amigos.

Alexandra exagera um bocadinho. Como não gosta de si, põe na boca dos outros a ideia que tem de si.

É certo que Alexandra é alta para a idade, mas não é uma girafa, um camelo ou um dinossauro. Dinossauro, acabou agora mesmo de inventar.

E hoje gostava de estar especialmente bonita. Para o engraçado do tio Ralph que, passados quatro anos, os visita de novo em Viena. O tio Ralph vive em Londres e está casado com a irmã da mãe.

Mas, quando vir Alexandra, também ele vai, com certeza, dizer:

— Então esta é que é a pequena Alexandra?

Ela não tem nada de que se possa gostar à primeira vista. Não é pequena nem graciosa como a Manuela do lado. Não tem olhos escuros nem cabelos bonitos como os de Manuela, castanhos cor de avelã. Alexandra é um feijão e os feijões não são dignos de apreço.

Para além do papá e da mamã, mais ninguém é carinhoso para com feijões. Alexandra vê muito bem a diferença de trato em relação à Manuela do lado. Se cá vem quando estão com visitas, as visitas ficam logo com os olhos a brilhar, embora ela nem pertença à família.

Abraça-se a Manuela, até se lhe faz festas no cabelo e pergunta-se-lhe o nome, como se isso fosse de uma grande importância.

Na semana passada, na aula de Desenho, Alexandra teve de fazer um auto-retrato, mas a folha era muito pequena. Começou em baixo, pelos pés, e ainda só ia na testa quando o papel acabou, em cima. Já não houve espaço para o cabelo, e assim teve de ficar careca.

De algum tempo para cá, adoptou uma má postura: um pouco inclinada para a frente, os ombros ligeiramente encolhidos, as costas um pouco curvadas. Nesta posição, Alexandra parece uns bons dois centímetros mais pequena do que aquilo que realmente mede.

Quando, na aula, é chamada ao quadro, encolhe ainda um pouco a cabeça e avança com a nova postura de “dois centímetros a menos”. Corada, à frente do quadro preto esverdeado, sendo a única de pé no meio dos outros vinte e três colegas sentados, parece-lhe ser maior do que nunca. Por isso, dobra ainda imperceptivelmente os joelhos, o que lhe retira mais meio-centímetro.

Esse meio-centímetro faz muito bem à auto-estima de Alexandra.

A mãe põe a mesa para a chegada do tio Ralph.

— A Manuela não pode vir cá hoje, quando o tio Ralph cá estiver! Pelo menos hoje, queremos estar a sós com ele — diz Alexandra.

A mãe tira uma pétala amarela a uma rosa.

— Também acho melhor. Agora que o Ralph acaba de chegar. Mas diz lá… — a mãe vira-se para Alexandra. — Discutiste com a “Manni”?

— Não…sim… — Alexandra não quer, de modo nenhum, revelar o verdadeiro motivo: Manuela tem olhos castanhos- scuros e o cabelo cor de avelã, e é pequena e delicada. O tio Ralph nem devia vê-la pela frente. Pelo menos, por enquanto.

— Mas é grave? — pergunta a mãe. — A Manni é sempre tão querida. O que é que se passa entre vocês as duas?

— Ah, não é nada — abandona a sala apressadamente.

“Manni” … Aqui está outra coisa enjoativa. “Manuela” é muito mais bonito do que aquele diminutivo, que é mesmo estúpido. Ainda assim… “Manni” é um nome carinhoso, uma coisa para meninas pequenas, queridas, delicadas.

Só os pais é que a tratam por “Xana”. Mais ninguém se lembraria de lhe dar um nome pequeno. Um nome comprido, com imensas letras, assenta como uma luva a um longo pé de feijão.

— Põe os ganchos do cabelo — aconselha a mãe de Alexandra, assim que a filha volta à sala. — Pelo menos os cabelos parecem em ordem. Se o avião de Londres tiver aterrado a horas, o pai pode chegar aí com o tio Ralph a qualquer momento.

— Fico mal com os ganchos!

De repente, sente os olhos marejados de lágrimas. A mãe não dá conta porque está de costas, a pôr a mesa. De repente, Alexandra ganha raiva também à mãe, que põe a mesa, que dobra os guardanapos em leques azuis claros e que arranja as flores da jarra para que pareçam bonitas vistas de qualquer lado.

“Bem posso compor-me quanto quiser”, pensa Alexandra. “Com ou sem ganchos fico sempre sem graça nenhuma.”

Olha! Aquela é a voz do tio Ralph, com o seu inglês engraçado, todo enrolado. A porta vai abrir-se a qualquer momento.

Alexandra corre para a casa de banho, pega nos ganchos em forma de rosa e prende-os no cabelo, de ambos os lados.

Ao menos os ganchos são bonitos!

— Olá! — grita a mãe abraçando o cunhado.

O tio Ralph pousa a pesada mala preta, deixa descair dos ombros o saco de desporto de onde sai uma raquete de ténis.

Great to be back home — exclama, como se a sua casa fosse ali e não em Inglaterra. Com o tio Ralph, uma pessoa sente-se logo à vontade! Ri muito e sabe montes de boas anedotas. Até anedotas para crianças.

Está moreno e, com o bigode crescido dos lados, parece-se um pouco com um leão marinho.

Alexandra observa o tio Ralph do vestiário, onde se escondeu até se decidir ir cumprimentá-lo. Dantes, quando era pequena, corria para ele de braços abertos.

Hoje, não está para corridas. O tio Ralph ainda se assusta ao ver uma coisa tão alta a correr para ele…

Um pé de feijão não corre.

And where is little Alexandra? — pergunta o Tio Ralph, procurando-a com o olhar à sua volta.

Alexandra estremece.

— Bem — diz o pai, não sem orgulho. — Até vais admirar-te. Da little Alexandra fez-se uma grande Alexandra. Espero, caro Ralph, que, a partir de hoje, fales alemão! O meu inglês não vai além de good morning e good evening.

Okay! Então, onde está a Alexandra? — a forma como o tio pronuncia soa a “Aleksandruá”!

Devagarinho, Alexandra sai da meia-escuridão e dirige-se ao tio na sua postura de “dois centímetros e meio a menos”.

Ele abre os braços cheio de uma alegria efusiva. É bonito porque o tio Ralph “esmaga-a” exactamente como dantes.

My goodness! — espanta-se — What a big girl! Mas que alta que estás!

Os cantos da boca de Alexandra encolhem-se e descaem.

Like a mannequin!! — acrescenta tio Ralph radiante.

Da forma como o tio pronuncia a palavra estrangeira, ela não pode significar nada de feio. Nenhuma girafa, nenhum dinossauro.

Ele diz: “man’cã” e pronuncia as últimas sílabas pelo nariz como se estivesse constipado.

A mãe ri porque reparou na expressão de surpresa e confusão de Alexandra.

Mannequin é uma palavra francesa — explica — Já te contei uma vez que a minha irmã Deborah fazia desfiles. Era manequim.

— Ah! — diz Alexandra.

Antes de poder continuar a falar, o Tio Ralph fá-la girar sobre si mesma, observa-a de todos os lados e prega-lhe na testa um beijo áspero por causa do bigode.

— Asseguro-vos — repete — que vai ser igualzinha à minha Deborah. Até tem os mesmos olhos claros! Beautiful blue eyes!!

Alexandra não cabe em si de espanto. Que surpresa! Abre bem os olhos azul-água porque assim parecem mais azuis e de certeza que ficam mais bonitos.

O pai dá pancadinhas na cara de Alexandra. É o que faz quando está orgulhoso dela, mas Alexandra não suporta aquilo. Já não é nenhum bebé. E agora muito menos.

É uma futura manequim.

— Bem, e agora vamos merendar. Tens de descansar da viagem — diz a mãe.

— Anda cá! — o tio Ralph chama Alexandra com um gesto. — Senta-te à minha beira!

Durante a merenda, Alexandra desabrocha como um pé de feijão, que cresce muito direito, com muitos rebentos brancos. Alexandra sente-se outra.

O tio Ralph segura-lhe na mão o tempo todo, excepto quando empurra com o polegar um pedaço de bolo para o garfo.

— Lá — diz, referindo-se a Londres — muitas raparigas são altas. Altas e elegantes como Alexandra mas não tão bonitas! — e pisca o olho esquerdo. — Mas os vienenses são todos uns arõezinhos!

— Anõezinhos — corrige-o o pai.

Depois do leite achocolatado, Alexandra levanta-se e dirige-se ao quarto de banho, de costas direitas, ombros direitos e com os seus dois centímetros e meio novamente recuperados.

Vai direita ao espelho e apaga, com uma toalha húmida, as riscas de sabão.

O reflexo de Alexandra no espelho vai-se tornando mais nítido. Vê os seus olhos azul-água e sorri, radiante, para a sua nova imagem.

Alexandra tira os ganchos do cabelo. Não precisa deles. Assim também é bonita.

O tio Ralph foi muito, muito simpático para com ela, segurou-lhe na mão e disse-lhe que era bonita. E em Londres toda a gente é alta. E elegante.

“Afinal”, pensa Alexandra, “sempre vou dizer à Manuela que venha cá hoje.”

Evelyne Stein-Fischer
13 Geschichten vom Liebhaben
München, DTV Junior, 1990
Texto adaptado



endereço: http://contadoresdestorias.wordpress.com/2007/07/17/alta-como-uma-estaca-evelyne-stein-fischer/

imagem: bruxinhasde hogwarts2.vilabol.uol.com.br


quinta-feira, 3 de junho de 2010

FÉ EM DEUS


Os moradores de uma região castigada pela seca há vários anos foram até o padre da paróquia local pedir para que ele rezasse uma missa especial que trouxesse a chuva de volta.

O padre negou-se a realizar a missa alegando que nada aconteceria pois seria necessário que o povo tivesse muita fé em Deus.
O religioso foi então pressionado pela comunidade, todos afirmando que possuíam a fé requerida para que a chuva acontecesse. Muito contrariado, o padre marcou a missa para a manhã seguinte.

Na hora combinada o povo já ocupava todos os lugares da igreja em silêncio. O padre chegou sem dar uma palavra. Atravessando os bancos foi esquivando-se de cada um dos fiéis. Dirigindo-se ao púlpito, falou:

- Caros irmãos, tomei uma decisão: lamento informar mas não vou rezar a missa pois agora tenho absoluta certeza que vocês não têm fé!

Foi aquela agitação na igreja, todos reagindo contra as palavras do padre. O líder da comunidade levantou-se e protestou com veemência:

- Padre, em nome de todos aqui reunidos, permita-me discordar de sua posição. O senhor está enganado pois todos aqui têm muita fé e acreditam que esta missa vai trazer a chuva.

O padre escutou com atenção e dirigindo-se aos "fieis" perguntou:

- Irmãos, se vocês têm tanta fé como dizem ter, respondam-me: quem aqui trouxe guarda-chuva?

Os olhares constrangidos entre os presentes logo mostraram a realidade do momento: ninguém levara guarda-chuva!!!

Desconheço o autor



endereço: internet
imagem: gorbysplace.wordpress.com


quarta-feira, 2 de junho de 2010

SELO: HOMENS FABULOSOS

Selo Homens Fabulosos



Este selo foi criado por Julio César, do blog Vendo & Sentindo, e tem uma única regra:
Regra única:
Devo citar o blog que deu o prêmio e os Homens Fabulosos dos blogs 'premiados'

Recebi este selo da maravilhosa amiga Jeanne, do blog "Jardins de uma Alma Eterna ", (http://jardinsdeumaalmaeterna.blogspot.com/).
Sou muito grato pela sua lembrança e pelo carinho, Jeanne!!!


Indico, assim, aos amigos de coração:

Felipe, do blog "Um pouco de tudo";
Psiquismo Desmistificado, do blog "Sentimentos e Emoções" e
Fernando do blog "Falando.com (quem quiser ouvir)"

Um grande abraço!!


SELINHO: PINGUINHO DE GENTE

Recebi este selinho da minha doce amiga Kelly, do blog SIMPLESMENTE VIVENDO A VIDA (http://simplesmentevivendoavida.blogspot.com)
Muito obrigado, Kelly!!

As regras são as seguintes:

1) Pegar o selinho ;
2) Deixar um recado para quem te oferece o selinho;
3) Dizer 5 coisas que você gosta de fazer:
  • ficar com minha esposa;
  • curtir meus filhos grandões;
  • estar com amigos;
  • trabalhar como voluntário;
  • Passear com minha esposa.

4) Indicar 10 blogs para receber o selinho. Situação sempre complicada , a escolha, pois são tantos os amigos com seus blogs maravilhosos!
Aí vai, então:

- Vale do Sol Encantado;
- Doutrina Espírita, Espiritismo, Estudos e Mensagens Espíritas;
- Um pouco de tudo;
- Eu sei que vou te amar;
- Jovens do além;
- Compreender e Evoluir;
- Saracotear;
- Falando.com (quem quiser ouvir);
- Blogat e
- Bloguinho da Zizi.

Um beijo!!


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