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quinta-feira, 9 de junho de 2011

PERNICIOSO SENTIMENTO


Conta-se que um monge eremita viajava através das aldeias, ensinando o bem.
Chegando a noite e estando nas montanhas, sentiu muito frio. Buscou um lugar para se abrigar. Um discípulo jovem ofereceu-lhe a própria caverna. Cedeu-lhe a cama pobre, onde uma pele de animal estava estendida.
O monge aceitou e repousou. No dia seguinte, quando o sol estava radiante e ele deveria prosseguir a sua peregrinação, desejou agradecer ao jovem pela hospitalidade.
Então, apontou o seu indicador para uma pequena pedra que estava próxima e ela se transformou em uma pepita de ouro.
Sem palavras, o velho procurou fazer que o rapaz entendesse que aquela era a sua doação, um agradecimento a ele. Contudo, o rapaz se manteve triste.
Então, o religioso pensou um pouco. Depois, num gesto inesperado, apontou uma enorme montanha e ela se transformou inteiramente em ouro.
O mensageiro, num gesto significativo, fez o rapaz entender que ele estava lhe dando aquela montanha de ouro em gratidão.
Porém, o jovem continuava triste. O velho não pôde se conter e perguntou:
Meu filho, afinal, o que você quer de mim? Estou lhe dando uma montanha inteira de ouro.
O rapaz apressado respondeu: Eu quero o vosso dedo.

A inveja é um sentimento destruidor e que nos impede de crescer.
Invejamos a cultura de alguém, mas não nos dispomos a permanecer horas e horas estudando, pesquisando. Simplesmente invejamos.

Invejamos a capacidade que alguns têm de falar em público com desenvoltura e graça. Contudo, não nos dispomos a exercitar a voz e a postura, na tentativa de sermos semelhantes a eles.
Invejamos aqueles que produzem textos bem elaborados, que merecem destaque em publicações especializadas. No entanto, não nos dispomos ao estudo da gramática, muito menos a longas leituras que melhoram o vocabulário e ensinam construção de frases e imagens poéticas.
Enfim, somos tão afoitos quanto o jovem da história que desejava o dedo do monge para dispor de todo o ouro do mundo, sem se dar conta de que era a mente que fazia as transformações.
Pensar é construir. Pensar é semear. Pensar é produzir.
Vejamos bem o que semeamos, o que produzimos, nas construções de nossas vidas, com as nossas ondas mentais.
No lugar da inveja, manifestemos a nossa vontade de lutar para crescer, com a certeza de que cada um de nós é inigualável. O que equivale a dizer que somos únicos e que ninguém poderá ser igual ao outro.
Cada um tem seus tesouros íntimos a explorar, descobrir e mostrar ao mundo.
Quando pensamos, projetamos o que somos. Pensemos melhor. Pensamento é vida.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 2 do livro Rosângela, pelo Espírito Rosângela, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter e história tibetana extraida do livro Elucidações espíritas, entrevista 5, de Divaldo Franco, ed. S.E. Joanna de Ângelis


imagem - senado.gov.br

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

OS SENTIMENTOS POR MÁRIO PRATA


Saudade:
é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

Lembrança:
é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.

Angústia:
é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

Preocupação:
é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.

Indecisão:
é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa.

Certeza:
é quando a idéia cansa de procurar e pára.

Intuição:
é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

Pressentimento:
é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Vergonha:
é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Ansiedade:
é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.

Interesse:
é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento:
é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva:
é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Tristeza:
é uma mão gigante que aperta seu coração.

Felicidade:
é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade:
é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

Culpa:
é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas geralmente, não podia.

Lucidez:
é um acesso de loucura ao contrário.

Razão:
é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

Vontade:
é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Paixão:
é quando apesar da palavra "perigo" o desejo chega e entra.

AMOR:
é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
Não. Amor é um exagero... Também não.
Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um
despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?
Talvez porque não tenha sentido,
talvez porque não tem explicação,
esse negócio de amor... não sei explicar!

(Texto de Mario Prata)


texto - internet
imagem - grandesmensagens.com.br

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

SUPERANDO A RAIVA



Há muito tempo atrás existiu um samurai que dedicou boa parte da sua vida a procurar o assassino de seu mestre para vingar a sua morte. Um dia ele o encontrou, sacou sua espada e se aproximou para matá-lo. O assassino, vendo que ia morrer cuspiu na cara do samurai e começou a xingá-lo. O samurai então guardou a katana, deu as costas e foi embora.
Quando interrogado sobre o porque da sua atitude o samurai respondeu que não se deve lutar impulsionado pela raiva...

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Trecho do texto de Osho sobre a raiva:

"Na próxima vez que você ficar raivoso, vá e corra ao redor da casa por sete vezes e depois disso, sente-se sob uma árvore e observe para onde a raiva foi. Você não a reprimiu, você não a controlou, você não a jogou sobre outro alguém - porque se você a joga sobre alguém uma corrente é criada porque o outro é tão tolo quanto você, tão inconsciente quanto você. Se você joga a raiva no outro, e se ele for uma pessoa iluminada, então não haverá problema; ele irá lhe ajudar a jogá-la e liberá-la e a passar por uma catarse.

Porém o outro é tão ignorante quanto você - se você jogar a raiva sobre ele, ele irá reagir. Ele irá jogar mais raiva sobre você, ele está tão reprimido quanto você. Então surge uma corrente: você joga sobre ele, ele joga sobre você e ambos se tornam inimigos."


endereço: http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2003/07/superando_a_rai.html

imagem: anjoseguerreiros.blogspot.com


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