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sábado, 6 de junho de 2009

DECISÃO PELA VIDA


No último fim de semana de maio de 1995, o ator Christopher Reeve, mais conhecido como o super homem, participava de uma competição hípica e sofreu uma queda.
Seu corpo, de 1.93m e 97 quilos, aterrizou de cabeça, quebrando as duas vértebras cervicais superiores.
Quando o médico lhe disse que deveria passar por uma delicada cirurgia e que talvez não sobrevivesse, ele pensou em morrer.
Não seria melhor? Afinal, pouparia a todos um monte de problemas.
A vida se tornou difícil. Quando a família e os amigos chegavam ele se sentia feliz. Mas quando todos iam embora e ele ficava ali, sozinho, deitado, olhando para as paredes, sentia-se muito triste.
Imóvel, conseguia adormecer e sonhar. Sonhar que estava de novo cavalgando, representando. Ao acordar, verificava que nada mais daquilo poderia fazer.
Sua esposa, com quem se casara há três anos, entrou um dia no quarto do hospital e lhe falou: "quero que você saiba que estarei com você até o fim, não importa o que aconteça. Você ainda é você e eu o amo."
Ele moveu os lábios, respondendo: "isso está muito além dos votos do casamento: na saúde e na doença."
Naquele dia ele decidiu que viveria. Dias depois, seu filho de três anos também lhe trouxe novas esperanças.
Ele brincava no chão quando de repente olhou para cima e disse: Mãe, o papai não mexe mais os braços. Sim, concordou, a mãe.
É verdade.
E o papai não pode mais correr, continuou a criança. A mãe tornou a concordar.
Então o garoto fez uma pausa, franziu o rosto como se estivesse se concentrando e disse alegre: mas papai ainda pode sorrir.
Isso fez com que o ator decidisse definitivamente não partir. Ele viveria. Aprenderia a respirar sem o auxílio da máquina. Viveria, mesmo que fosse para sempre em uma cadeira de rodas, sem se mover.
Ele tinha uma família. E esta família o amava. Recentemente, teve oportunidade de narrar para uma revista: "estou feliz por ter decidido viver. Os que estão próximos a mim também se sentem felizes.
Em novembro de 1995, no dia de ação de graças, fui para casa passar o dia com minha família pela primeira vez desde o acidente. Quando revi nossa casa, solucei, enquanto Dana, minha esposa, me abraçava.
No jantar, cada um de nós disse algumas palavras sobre o que estávamos agradecendo.
Quando chegou a vez do pequeno de três anos, ele disse simplesmente: papai.


***

A família é de grande importância para o homem.
O amor é o poder criador mais vigoroso de que se tem notícias no mundo.
Seu vigor é responsável pelas obras grandiosas da humanidade.
Num lar, onde reina o amor, todas as dificuldades podem ser superadas, porque este sentimento impulsiona o indivíduo para a frente e se faz refúgio para a vitória sobre todos os percalços.

Autor:Fonte Revista Seleções do Reader´s Digest abril/2000 - A decisão de Christopher Reeve; Joanna de Ângelis responde - perg. 175 e 176.



quarta-feira, 27 de maio de 2009

O NÓ DO AFETO


Era um reunião numa escola. A diretora incentivava os pais a apoiarem as crianças, falando da necessidade da presença deles junto aos filhos. Mesmo sabendo que a maioria dos pais e mães trabalhava fora, ela tinha convicção da necessidade de acharem tempo para seus filhos.
Foi então que um pai, com seu jeito simples, explicou que saía tão cedo de casa, que seu filho ainda dormia e que, quando voltava, o pequeno, cansado, já adormecera. Explicou que não podia deixar de trabalhar tanto assim, pois estava cada vez mais difícil sustentar a família. E contou como isso o deixava angustiado, por praticamente só conviver com o filho nos fins de semana.
O pai, então, falou como tentava redimir-se, indo beijar a criança todas as noites, quando chegava em casa. Contou que a cada beijo, ele dava um pequeno nó no lençol, para que seu filho soubesse que ele estivera ali. Quando acordava, o menino sabia que seu pai o amava e lá estivera. E era o nó o meio de se ligarem um ao outro.
Aquela história emocionou a diretora da escola que, surpresa, verificou ser aquele menino um dos melhores e mais ajustados alunos da classe. E a fez refletir sobre as infinitas maneiras que pais e filhos têm de se comunicarem, de se fazerem presentes nas vidas uns dos outros. O pai encontrou sua forma simples, mas eficiente, de se fazer presente e, o mais importante, de que seu filho acreditasse na sua presença.
Para que a comunicação se instale, é preciso que os filhos 'ouçam' o coração dos pais ou responsáveis, pois os sentimentos falam mais alto do que as palavras. É por essa razão que um beijo, um abraço, um carinho, revestidos de puro afeto, curam até dor de cabeça, arranhão, ciúme do irmão, medo do escuro, etc.
Uma criança pode não entender certas palavras, mas sabe registrar e gravar um gesto de amor, mesmo que este seja um simples nó.E você? Tem dado um nó no lençol do seu filho?

(reproduzido da RevistaTiquinho - outubro/2001)

Eloi Zanetti é Consultor em Marketing, Comunicação Corporativa e Vendas, Palestrante e Escritor



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