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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

PORQUE NOS DISTANCIAMOS DOS AMIGOS?


Houve uma vez dois amigos:
Eles eram inseparáveis, eram uma só Alma. Mas por alguma razão seus caminhos tomaram dois rumos distintos e se separaram.


E ISTO INICIOU ASSIM:

Eu nunca voltei a saber do meu amigo até o dia de ontem, depois de 10 anos, que caminhando pela rua me encontrei com a mãe dele.
A comprimentei e perguntei por meu amigo. Nesse momento seus olhos se encheram de lágrimas e me olhou nos olhos dizendo:
-Morreu ontem...
Não soube o que dizer a ela, ela seguia me olhando e então perguntei como ele tinha morrido.
Ela me convidou a ir a sua casa, ao chegar ali me chamou para sentar na velha sala onde passei grande parte de minha vida, sempre brincávamos ali, meu amigo e eu.
Me sentei e ela começou a contar-me a triste história.
Fazia 2 anos que diagnosticaram uma rara enfermidade, e sua cura dependia de receber todo mês uma transfusão de sangue durante 3 meses, mas... Recorda que seu sangue era muito raro?
Sim, eu sei, igual ao meu...

Ele dizia que da única pessoa que receberia sangue seria de ti, mas não quis que te procurássemos, ele dizia todas as noites:
-Não o procurem, tenho certeza que amanhã ele virá...
Assim passaram os meses, e todas as noites se sentava nessa mesma cadeira onde estás tu sentado e orava para que te lembrastes dele e viesse na manhã seguinte.
Assim acabou sua vida e ontem na última noite de sua vida, estava muito mal, e sorrindo me disse:
-Mãe, eu sei que logo meu amigo virá, pergunta pra ele por que demorou tanto e entrega a ele esse bilhete que está na minha gaveta.
A senhora se levantou, regressou e me entregou o bilhete que dizia:

Meu amigo, sabia que virias, tardastes um pouco mas não importa, o importante é que viestes. Agora estou te esperando em outro lugar, espero que demores a chegar aqui, mas enquanto isso quero dizer desde o céu tens um amigo cuidando de ti, meu querido melhor amigo. Ah, por certo, te recordas porquê nós nos distanciamos? Sim, foi porque não que te emprestar minha bola nova, RS, que tempos heim... Éramos insuportáveis, bom pois quero dizer que te dou ela de presente e espero que gostes muito. Amo você! Teu amigo de sempre e para sempre!


"Não deixes que teu orgulho possa mais que teu coração...

A amizade é como o mar, se vê o princípio mas não o final..."

'NENHUM DE NÓS É TÃO BOM QUANTO TODOS NÓS JUNTOS." - Ray Kroc - Fundador McDonald´s


Desconheço o autor


Amigo é para simplesmente amarmos!!!
Jorge


texto - internet
imagem - fotolog.com.br

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

HISTÓRIA SEGREDO


Em um mundo distante, moravam Pedro e Paulo, eles andavam sempre juntos, dividindo os mesmos medos, os mesmos sonhos e as mesmas histórias, histórias de fantasmas, de bichos, de aventura e de meninas.
Ninguém sabia ao certo sobre o que conversavam, mas com certeza eram histórias engraçadas, pois de longe ouviam-se as gargalhadas. Sabe quando contam aquelas piadas que a gente ri tanto que chega a doer a barriga? Era assim que eles riam.
Um dia eles estavam rindo tanto que Pedro deixou escorrer uma lágrima, foi Paulo o primeiro a reparar. Pedro ficou envergonhado; Paulo assustado. Afinal eles sabiam que chorar era coisa de criança, um símbolo do fracasso.
O silêncio daquela tarde deixou uma pergunta difícil de responder: "se chorar, era um sinal de fracasso, teria Pedro fracassado ao rir?"
Dias, meses e até anos passaram, e juntos deram muitas outras risadas, mas não ficavam mais assustados quando escorriam lágrimas, eles já tinham se acostumado com situações estranhas, que agora já não eram mais estranhas.
O mundo quase não tinha mais segredo para eles, eles conheciam todas as estrelas, plantas, lagos e atalhos... só não tinham reparado que junto deles moravam milhares de pessoas. Pessoas diferentes: gordas, altas, vermelhas, amarelas, bonitas, carecas... e cada pessoa carregava dentro de si uma história, a sua "história segredo", pois eram tão bonitas que não existiam palavras que pudessem conta-las.
E por ser impossível de contar, as pessoas pensavam que só elas tinham uma "história segredo", assim cada pessoa empurrava o mundo para a direção mais próxima de sua história; tanto empurraram o mundo que ele não suportou a força e se dividiu em dois hemis-planetas.
Pedro e Paulo que se encontravam no centro de tudo foram separados, e os hemis-planetas se afastaram.
Paulo como em toda a situação estranha ficou assustado e gritou: "Pedro, vem comigo!" Mas estavam tão longe que da resposta de Pedro ele só entendeu: "... separados... migos".
Teria Pedro respondido que mesmo separados eles seriam sempre amigos ou teria dito que separados eles eram inimigos?
O tempo passou e os hemis-planetas já eram dois planetas completamente diferentes, cada um com sua Lua e seu caminho.
Pedro lembrando de Paulo deixou escorrer uma lágrima de saudades, naquele momento percebeu que chorar não era sinal de fracasso e sim uma demonstração de sentimento. Pedro, então começou a rir e ria tanto e tão alto que Paulo pode ouvir, e ao ouvir começou a rir também, riam juntos como nos velhos tempos e Paulo entendeu que mesmo de longe eles podiam continuar sendo amigos, pois tinham muitas "historias segredo" divididas.

Carla Lam


imagem - nasa.gov

terça-feira, 6 de abril de 2010

A PONTE


Max e Pedro eram alunos da terceira classe. Moravam em frente um do outro, na mesma rua de uma pequena cidade. Já tinham sido grandes amigos, mas, por um motivo qualquer, tiveram um dia uma discussão e passaram a odiar-se.

Quando Max saía da porta do pátio, gritava para o outro lado da rua:

— Ó palerma! — E mostrava o punho ao ex-amigo.

Pedro respondia:

— Quantos escaravelhos como tu são precisos para fazer um quilo? — E ameaçava-o também com o punho.

Os colegas da turma tinham já tentado reconciliá-los por várias vezes, mas todos os esforços haviam sido vãos. Eram mesmo dois teimosos! Da última vez, acabaram a atirar bolas de lama um ao outro.

_Um dia, tinha chovido muito. Depois, as nuvens afastaram-se e o sol voltou a brilhar, mas a rua ficara inundada. Quem queria atravessar tentava, a medo, medir a profundidade da água com a ponta do pé, e recuava.

Max saiu de casa, parou na frente do pátio e olhou satisfeito à sua volta. Tudo fresco e lavado pela chuva, brilhava agora ao sol. De repente, o seu rosto tornou-se sombrio. Do outro lado da rua, estava Pedro parado à porta de casa. E Max reparou que ele tinha na mão uma grande pedra.

“Ah!”, pensou Max. “Então queres atirar-me com uma pedra! Isso também eu sei fazer!”

Correu novamente em direcção ao pátio, procurou um tijolo e voltou para a rua, pronto para se defender.

Mas Pedro não lhe atirou a pedra. Baixou-se na beira do passeio e depô-la na água com cuidado.

_Depois, experimentou com o pé para ver se oscilava, e desapareceu.

A pedra parecia uma pequena ilha.

“Ah!”, pensou Max. “Isso também eu sei fazer!” E colocou o seu tijolo na água.

Pedro voltou a aparecer, carregando uma segunda pedra. Pôs o pé com cuidado em cima da primeira e colocou a segunda pedra na água, alinhada com o tijolo do seu inimigo. Max trouxe então três tijolos de uma só vez.

E assim foram construindo uma passagem sobre a água.

Nos dois lados da rua, as pessoas observavam-nos e esperavam. Por fim, ficou apenas a distância de um passo entre o último tijolo e a última pedra. Max e Pedro estavam em frente um do outro. Era a primeira vez, desde há muito tempo, que se olhavam novamente nos olhos.

— Tenho uma tartaruga no meu pátio — diz Max. — Queres vir vê-la?

N. Oettli

Jutta Modler (org.)
Brücken Bauen
Wien, Herder, 1987



endereço: http://contadoresdestorias.wordpress.com/2009/06/04/a-ponte/

imagem: secondblog.blogtv.com.pt


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

GIBRAN: DA AMIZADE


Um jovem disse: "Fala-nos da Amizade."

E ele respondeu, dizendo:
"O vosso amigo é a resposta às vossas necessidades.
Ele é vosso campo, que cultivais com amor e colheis com gratidão.
E é o vossa mesa e vossa lareira.
Pois ides até ele com fome e nele procurais a paz.

Quando o vosso amigo expõe sua opinião, não temeis o "não" que está em vossa mente, nem segurais o "sim".
E quando ele está calado o vosso coração não deixa de ouvir o coração dele;
Pois na amizade, todos os pensamentos, todos os desejos, todas as esperanças nascem e são partilhadas sem palavras, em uma alegria não declarada.
Quando vos separais de um amigo não fiqueis aflitos, pois aquilo que mais amais nele ficará mais claro com a sua ausência, tal como a montanha, para quem a escala, é mais nítida vista da planície.
E que não haja outro propósito na amizade que não o aprofundamento do espírito.
Pois o amor que busca outra coisa que não a descoberta de seu próprio mistério não é amor, mas uma rede lançada que só apanha o que não é essencial.

O que há de melhor em vós, que seja para o vosso amigo.
Se ele tem de conhecer a vazante de vossa maré, que conheça também a enchente.
Pois o que seria vosso amigo se apenas o procurásseis para matar o tempo?
Procurai-o sempre com horas para viver.
Pois ele é pra preencher vossa necessidade, não vosso vazio.
E na doçura da amizade que haja o riso, e a partilha de prazeres.
Pois é no orvalho das pequenas coisas que o coração encontra a frescura do seu amanhecer."

Gibran Khalil Gibran (livro "O profeta")


endereço:http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/07/gibran_da_amiza.html

imagem: internet


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