segunda-feira, 25 de novembro de 2013

VIDAS AO VENTO

Quantos de nós tem passado
pela vida capturando o vento?

Buscando objetivos vazios,
forçando situações,
mantendo relacionamentos complicados,
amizades que mais lembram uma briga,
empregos torturantes que
castigam a alma?

Seguimos recolhendo
“o nada”
em forma de vida,
e quando abrimos a nossa
“alma”,
que é a caixa da vida,
ela está assim;
vazia,
abandonada pelos contratempos.

Muitos dos nossos dias são tomados
pelas preocupações com os outros,
pelo que desejamos e não temos,
esquecendo do que já conquistamos.

Somos um poço de emoções,
emoções que por vezes
deixam marcas profundas.
É o coração que sai pela
boca com o medo,
é no coração entristecido que
nasce a depressão,
é na mente transtornada pela
emoção da perda,
que nasce o ódio,
o desejo de vingança,
e por fim,
a apatia que termina com
a nossa alegria.

Abra-se para o mundo com um novo olhar:
- Eu preciso tornar a minha vida melhor!
Assim,
o mundo vai ganhar mais uma cor,
o jardim da vida mais uma flor,
e o seu exemplo,
a sua alegria, a sua paz,
vai ser seguida por alguns
que vão entender,
que tudo começa agora,
na mudança real,
deste personagem que é o
amor da nossa vida,
o ser maravilhoso que habita no
interior de nós mesmos.


Paulo Roberto Gaefke


texto - internet
imagem - www.arcauniversal.com

terça-feira, 12 de novembro de 2013

TEORIA DAS "JANELAS PARTIDAS" - TOLERÂNCIA ZERO

Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social.

Deixou duas viaturas abandonadas na via pública: duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor.

Uma deixou em Bronx, na altura uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia.

Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.

Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas.
Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc.
Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram.

Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.

Contudo, a experiência em questão não terminou aí.

Quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.
O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre.

Por quê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso?

Não se trata de pobreza. Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.

Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como o "vale tudo".

Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.

Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a 'Teoria das Janelas Partidas', a mesma que de um ponto de vista criminalístico conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores.

Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais.

Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.

Se se cometem 'pequenas faltas' (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e logo delitos
cada vez mais graves.

Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.

Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são
progressivamente abandonados pela maioria das pessoas(que deixa de sair das suas casas por temor a criminalidade), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.

A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade.
Começou-se por combater as pequenas transgressões: graffitis deteriorando o lugar, sujeira das estacões, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens.

Os resultados foram evidentes.
Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.

Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de 'Tolerância Zero'.

A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana.

O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.

A expressão 'Tolerância Zero' soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança.

Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia, de fato, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero.

Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito.

Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.

Desconheço o autor


texto - internet
imagem - aprenderpraticarensinar.blogspot.com

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

NOSSOS PESOS


Você se sente, em alguns dias, como se carregasse o peso do mundo?
Sente-se excessivamente cansado, atormentado, assoberbado de tarefas?
Talvez seja interessante refletir um pouco a respeito do que o está deixando tão exausto, quase desencantado da vida.
Conta-se que um conferencista tomou de um copo, nele despejou água e o ergueu, mostrando para a plateia.
Então, lançou a pergunta: Quanto vocês acham que pesa este copo?
As respostas variaram entre vinte e quinhentos gramas.
Bom, completou o conferencista, o peso real do copo não importa.
O que importa é por quanto tempo eu o segurarei levantado. Se o segurar por um minuto, tudo bem. Se o segurar durante um dia inteiro, precisarei de uma ambulância para me socorrer.
O peso é o mesmo, mas quanto mais o seguro, mais pesado ele ficará.
Isso quer dizer que se carregamos nossos pesos o tempo todo, mais cedo ou mais tarde não seremos mais capazes de continuar.
A carga irá se tornando cada vez mais pesada.
É preciso largar o copo, descansar um pouco, antes de segurá-lo novamente.
Temos que deixar a carga de lado, periodicamente. Isso alivia e nos torna capazes de continuar.
Portanto, antes de você voltar para casa, deixe o peso do trabalho num canto. Não o carregue para o lar.
Você poderá retomá-lo, no dia seguinte.


Há sabedoria nas palavras do conferencista. Por isso mesmo, o Sábio de Nazaré, há mais de dois mil anos recomendou: A cada dia basta sua própria aflição.ou A cada dia basta o seu próprio cuidado.
Equivale a dizer que devemos saber nos empenhar em algo que precisa ser feito, que exija todo nosso esforço.
Mas que, depois de um tempo, precisamos relaxar, espairecer, trocar de tarefa.
A lei trabalhista estabelece o cômputo de horas ao trabalhador. Também o dia do repouso, das férias.
Na escola, temos horários de estudo, intercalados com intervalos.
Pensemos, portanto, e comecemos a agir com sabedoria. Enquanto no trabalho, todo empenho.
Vencidas as horas de esforço mental ou físico, envolvamo-nos em outra atividade prazerosa.
Busquemos o lar e vivamos, intensamente, com nossos familiares.
Observemos o filho no berço, o outro que ensaia as primeiras letras no papel. Preocupemo-nos em saber se tudo está bem. Conversemos.
Desanuviemos o cenho, agora é o momento da família.
E não esqueçamos de momentos para a oração, para a boa música, a leitura nobre, que nos refaça a intimidade, nos descanse a alma.
Vinculemo-nos a um trabalho voluntário. Cultivemos nosso jardim. Podemos as árvores. Colhamos flores.
Despertemos mais cedo e observemos o nascer do sol. Encantemo-nos com o cair da tarde.
Em suma: vivamos cada momento com todas as nossas energias. Cada momento, sem levar conosco cargas desnecessárias.
Lembremos Jesus: A cada dia basta sua própria aflição.

Desconheço o autor

texto e imagem - internet

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

CHEGOU A PRIMAVERA


Você já deve ter ido, certamente, a muitas festas de casamento, formaturas, eventos sociais, onde os arranjos florais estão sempre presentes.

Aliás, são sempre muitas flores, muitos enfeites, cada vez mais criativos e bem elaborados.

Mas você já parou para pensar para onde vão todos aqueles ornamentos no dia seguinte? Pois é... Na maioria, vão para o lixo! Flores ainda belas, vigorosas, no auge de seu brilho são desperdiçadas todos os dias.

Felizmente algumas pessoas se sentiram incomodadas com isso e resolveram tomar uma atitude positiva.

Profissionais que trabalham na área de cenografia e decoração de eventos e campanhas publicitárias, criaram o projeto flor gentil.

Trata-se de uma ONG que reaproveita flores da decoração de casamentos e outras festas, transformando-as em novos arranjos que são entregues a idosos em casas de repouso.

A iniciativa conta com diversos voluntários que participam, desde o recolhimento dos arranjos usados nas festas, passando por uma pequena seleção das flores, até a elaboração dos singelos novos buquês que ganharão outro lar em breve.

Já são diversos os lares de idosos que recebem, periodicamente, a visita das flores. Ver a reação daqueles corações ao receberem o singelo mimo é emocionante.

Como pode um simples buquê levar tanta alegria, tanta cor àquelas vidas!

A expressão de surpresa e júbilo de uma dessas senhoras resume bem a emoção. Chegou a primavera!! – Disse radiante.

Outro fator interessante é que nenhum buquê é igual ao outro e todos são lindíssimos e muito bem elaborados. Cada idoso recebe o seu, único, especial.

Os voluntários do projeto contam como é gratificante a tarefa que fazem, e como ela afeta, poderosamente, quem oferece as flores e não apenas quem as recebe.

São flores que abrem portas, criam laços e fortalecem quem tem cada vez menos condições de lidar sozinho com seus problemas.

São flores que levam cores para a vida já tão preto e branco daqueles corações.

A idealizadora do projeto confessa que, quando vai embora, após cada visita, costuma dar uma última olhadela para trás e ver como a paisagem se transformou.

Os sorrisos que deixou e as flores que agora colorem aquele ambiente. Nada fica como antes...

São as flores da gentileza... É a primavera nascendo a qualquer momento do ano.

* * *

Você já levou a primavera para a vida de alguém?

Flores inesperadas, uma visita de surpresa, uma carta, um e-mail gentil.

São tantas as formas de transformar, de alegrar o dia das outras pessoas!

Encontre a sua. Encontre o seu caminho das flores, das cores, dos gestos que demonstram que você se importa, se interessa...

Encontre o outro. Encontre a vida além da sua vida. Participe da vida do outro. Um estranho, quem sabe...

Quem é capaz de dizer quando um estranho se transformará num grande amor?

Aliás, todo grande amor foi um dia um estranho... Até que enfim, chegou a primavera.

Redação do Momento Espírita.

Em 19.10.2013.


TEXTO - MOMENTO ESPÍRITA
IMAGEM - INTERNET

domingo, 27 de outubro de 2013

A DECISÃO É SUA

Jogar ou recolher. Você escolhe.
Este é o slogan de campanha desencadeada pela Prefeitura de importante capital brasileira, estampado em cartaz que mostra uma mão sobre um pedaço de papel ao chão.
Tem a ver com educação. Tem a ver com cidadania. Convida o cidadão a refletir sobre o tipo de cidade que ele deseja para si: uma bela e limpa cidade ou ruas cheias de entulho.
Chama o cidadão à responsabilidade, a partir da sua decisão que, naturalmente, tem a ver com a sua formação moral, com sua ética, com seu comprometimento como cidadão.
Em verdade, tudo que nos rodeia, de alguma forma, é de nossa responsabilidade. E depende de nossas escolhas.
Vejamos que podemos morar em um bairro aprazível, mas somente teremos bons vizinhos, se cultivarmos a gentileza e a boa educação.
E isso é feito a partir de pequenos cuidados. Lembremos, por exemplo, de uma saída de carro muito cedo pela manhã, para o nosso trabalho.
Podemos retirar o carro da garagem sem barulho, sem acelerar ruidosamente e, portanto, sem acordar o vizinho que ainda dorme.
Ou podemos fazer todo o barulho que nos achamos no direito de produzir pensando que se nós estamos despertos, tão cedo, os outros também podem acordar à mesma hora.
Podemos limpar a frente de nossa casa, lavar a calçada, tomando cuidado para não sujar a frente da casa ao lado. Ou podemos, de forma descuidada, ir jogando tudo justamente para os lados e emporcalhando a frente das casas próximas.
Podemos ser gentis no trânsito, detendo-nos mínimos segundos a fim de permitir que outro carro, que aguarda no acostamento, possa adentrar a via à nossa frente.
Ou podemos ser totalmente insensíveis e deixar que o seu condutor canse de esperar, até a enorme fila de veículos findar.
Antipatia, simpatia. Nós decidimos se desejamos uma ou outra.
Podemos entrar no elevador e saudar as pessoas. Ou podemos fazer de conta que todas são invisíveis.
Podemos fazer uma gentileza e segurar o elevador um segundo para permitir a entrada de alguém que vem chegando, depressa.
Ou podemos apertar o botão e deixar que a porta se feche, exatamente à face de quem tentou chegar a tempo.
Podemos pensar somente em nós, viver como se mais ninguém houvesse no mundo.
Ou podemos viver, olhando em derredor, percebendo que alguém precisa de ajuda e ajudar.
Podemos fingir que somos surdos ou podemos nos dispor a escutar alguém a pedir informação a um e a outro e nos dispormos a ofertá-la.
Podemos fingir que somos cegos e não enxergar a pessoa obesa, em pé, no transporte público, ou a grávida, ou o idoso.
Ou podemos ser humanos e oferecer o nosso assento, com a certeza de que esse alguém precisa mais dele do que nós.
Mesmo que o cansaço esteja nos enlaçando, ao final do dia, os pés estejam doendo e o corpo todo diga: Preciso descansar.
Pensemos nisso e nos disponhamos a contribuir, desde hoje, com o mundo mais justo, harmonioso e feliz com que tanto sonhamos.

Desconheço o autor

texto - internet
imagem - diegotofoli.wordpress.com

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