segunda-feira, 16 de novembro de 2009

APRENDI E DECIDI




Walt Disney

E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar... Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las. Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução. Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis. Decidi ver cada noite como um mistério a resolver. Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.

Naquele dia, descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar. Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tenha sido. Deixei de me importar com quem ganha ou perde; agora, me importa simplesmente saber melhor o que fazer.

Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir. Aprendi que o melhor triunfo que posso ter, é ter o direito de chamar alguém de "AMIGO". Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida".

Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser a minha própria tênue luz deste presente. Aprendi que de nada serve ser luz se não vai iluminar o caminho dos demais. Naquele dia, decidi trocar tantas coisas... Naquele dia, aprendi que os sonhos são somente pra fazer-se realidade. E desde aquele dia já não durmo para descansar... agora simplesmente durmo para sonhar.



endereço e imagem: internet


sábado, 14 de novembro de 2009

YUDISTHIRA ÀS PORTAS DO CÉU


(conto hindu)

Yudisthira às portas do céu

Esta história é tirada do Mahabharata que é, junto com o Ramayana,
um dos grandes poemas épicos da Índia.

O bom Rei Yudisthira governava o povo de Pandava havia muitos anos e conduzira-o a uma guerra vitoriosa, porém muito longa, contra gigantescas forças do mal. Concluídos os seus esforços, Yudisthira percebeu que já passara muitos anos na terra e que era hora de partir para o reino dos Imortais. Depois de terminar o que planeara, dirigiu-se até à grande Montanha a fim de alcançar a Cidade Celestial. A sua linda esposa, Drapaudi, foi com ele, e também o acompanharam os seus quatro irmãos. Logo no início do caminho, juntou-se a eles um cão, que os seguia em silêncio.

Mas a jornada até à montanha era longa e penosa. Os quatro irmãos de Yudisthira foram morrendo pelo caminho, um a um, e, depois deles, a linda esposa Drapaudi. O Rei ficou totalmente só, exceptuando o cão, que o acompanhou fielmente por toda a árdua e demorada subida em direcção à Cidade Celestial.

Finalmente os dois, exaustos e enfraquecidos, chegaram diante das portas do Firmamento. Yudisthira curvou-se em humilde reverência, pedindo que fosse aceite.

O céu e a terra encheram-se de estrondoso ruído quando o Deus Indra, o Deus de Mil Olhos, chegou para receber o Rei no Paraíso. Mas Yudisthira ainda não estava pronto.

— Sem os meus irmãos e a minha querida esposa, a minha inocente Drapaudi, não desejo entrar no Céu, ó Senhor de todas as divindades.

— Não temas — respondeu Indra. — Encontrá-los-ás a todos no Céu. Eles chegaram antes e estão aqui!

Mas Yudisthira ainda tinha um pedido a fazer.

— Este cão acompanhou-me por todo o caminho até aqui. É devotado a mim. Pela sua fidelidade, não posso entrar sem ele! E além disso, o meu coração tem-lhe muito amor.
Indra balançou a enorme cabeça e toda a terra tremeu.

— Só tu podes ter a imortalidade — disse ele — e a riqueza, e o sucesso, e todo o júbilo do Céu. Conquistaste isso empreendendo a árdua jornada. Mas não podes trazer um cão para dentro do Céu. Livra-te do cão, Yudisthira. Não é nenhum pecado!

— Mas para onde irá ele? E quem irá acompanhá-lo? Ele desistiu de todos os prazeres da terra para ser meu companheiro. Não posso abandoná-lo agora.

O Deus irritou-se com aquilo e disse com firmeza:

— Precisas de estar puro para entrar no Paraíso. Um simples toque num cão eliminará todos os méritos da oração. Reconsidera o que estás a querer fazer, Yudisthira. Deixa que o cão se vá.

Mas Yudisthira insistiu:

— Ó Deus de Mil Olhos, é difícil para uma pessoa que sempre tentou ser justa fazer algo que considere injusto – mesmo que seja para entrar no Firmamento. Não desejo a imortalidade se para tanto é preciso livrar-me de alguém que me é devotado.
Indra instigou-o mais uma vez:

— Deixaste para trás, na estrada, quatro irmãos e a mulher. Por que não podes deixar também o cão?

Mas Yudisthira respondeu:

— Abandonei-os apenas porque já tinham morrido e eu já não poderia ajudá-los nem trazê-los de volta à vida. Enquanto estavam vivos, não os abandonei.

— Estás disposto a abandonar o Céu, então, por causa desse cão? — perguntou-lhe o Deus.

— Grande Deus de todos os Deuses — retrucou Yudisthira — sempre mantive a minha promessa: nunca abandonar quem tivesse medo e viesse à minha procura, quem estivesse aflito e desvalido ou quem estivesse fraco demais para se proteger sozinho e desejasse ainda viver. Acrescento agora um quarto elemento. Prometo não abandonar quem for devotado a mim. E não vou abandonar o meu amigo.

Yudisthira baixou-se para acariciar o cão e estava prestes a afastar-se tristemente do Céu quando, de repente, bem diante dos seus olhos, aconteceu um prodígio. O cão fiel transformou-se em Dharma, o Deus da Virtude e da Justiça.

Indra disse:

— És um bom homem, Rei Yudisthira. Demonstraste fidelidade aos fiéis e compaixão por todas as criaturas. Mostraste-te capaz disso ao renunciares aos próprios Deuses em vez de renunciares a esse humilde cão que era o teu companheiro. Serás honrado no céu, ó Rei Yudisthira, pois não existe um acto que seja mais elevado e mais ricamente recompensado do que a compaixão para com os humildes.

Então, Yudisthira entrou na Cidade Celestial, tendo ao lado o Deus da Virtude. E lá tornou a encontrar-se com os irmãos e a querida esposa para desfrutarem da eterna felicidade.

William J. Bennett
O Livro das Virtudes
Editora Nova Fronteira, 1995
Adaptação


endereço: http://interculturalidades.wordpress.com/2008/04/24/yudisthira-as-portas-do-ceu/

imagem: http://www.tribosdegaia.org



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SELO: DECLARAÇÃO DE AFETO


Recebi esta doce carinho das minhas grandes amigas MARIA JOSÉ do blog http://arcadoconhecimento.blogspot.com/ e da JULIMAR do blog http://julimarmurat.blogspot com. Obrigado, Luzes Amigas!

Bem, funciona assim:
- Escolhemos dez amigos para declarar a nossa amizade e os nomeamos num post.
- Em seguida visitamos seus blogs e comunicamos a nomeação.
- Cada um deverá nomear mais dez, e assim sucessivamente.
- Não há prêmios, apenas nossa declaração sincera de afeto.

Amigo(a) do coração
A amizade é sempre de coração para coração. Significa solidez na compreensão, no respeito, na alegria, enfim, tudo quanto é sentimento positivo.
A alegria que sinto em compartilhar as mensagens com vocês e com novos amigos que surgem, não tem como explicar. É somente sentir.
Obrigado por essa trroca tão divina onde aprendo a compreender que a vida, por ser uma dádiva de Deus, é para ser vivenciada na sua plenitude de Amor.
Muito obrigado, meus amigos, por vocês estarem perto sempre!
Jorge

É difícil realmente escolher apenas 10, mas se é assim, vamos lá:

1- Aventurinhando;
2- Saracotear;
3- Luz de nossas vidas;
4- entimento e Emoções;
5- Compreender e Evoluir;
6- Espírito Azul;
7- Pensando Bem;
8- Falando.com;
9- A Inteligência do Lótus e
10- Felicidade à Vista...

Um forte abraço!



quinta-feira, 12 de novembro de 2009

EVITAR DECEPÇÕES...



Chuang Tzu, relata que, certa vez, um rapaz cheio de dúvidas em relação ao caminho espiritual procurou Lao Tsé.

- Por favor, ajude-me - disse o jovem - vim até o senhor porque não consigo entender certas coisas. Quando não consigo fazer o bem, machuco outras pessoas. Mas, quando faço o bem, machuco a mim mesmo. Sou negligente se não cumpro com o dever de ser bondoso. Porém, se cumpro com esse dever prejudico a mim mesmo. Como posso resolver isso?

- Você realmente está confuso, - respondeu Lao Tsé - está tentando medir o meio do mar com uma vara de dois metros. Você deseja uma resposta?

Observe uma criança! Ela não se preocupa com relatórios sobre si mesma. É desinteressada. Age com espontaneidade. Ela é parte da corrente. Não fica procurando respostas o tempo inteiro. Mas é conduzida a elas. Esse é o início da perfeição!

Podemos sofrer por inúmeras razões. Até mesmo por desejarmos melhorar. Isso soa estranho! Como podemos sofrer por aspirarmos à perfeição e à felicidade?

O desejo pode ser uma faca de dois gumes. Se queremos melhorar o nosso comportamento porque descobrimos que isso, por si só, nos torna felizes e nos dá prazer, então temos um motivo correto. No entanto, se desejamos adquirir virtudes e cultivar qualidades por acreditarmos que, com isso, seremos reconhecidos e bem tratados pelas outras pessoas, então apenas criamos mais um problema..

Ou se é bondoso porque se é, ou não se é bondoso. As recompensas que advêm da prática do bem, não devem ser esperadas. Quem é verdadeiramente virtuoso é desinteressado como uma criança. Pratica o bem sem pensar em retorno para si.

Existem muitas pessoas estressadas, confusas e perturbadas em nossa sociedade. Elas freqüentemente são agressivas ou mesmo indiferentes no trato com o semelhante. Precisamos de uma boa dose de compaixão e paciência para lidarmos com indivíduos assim. Só que não podemos ser compassivos e tolerantes por muito tempo se estivermos na expectativa de termos a nossa boa vontade identificada por todos. E ainda que consigamos demonstrar persistência na prática do bem diante das incompreensões e dos maus tratos, a nossa bondade não será verdadeira se estivermos interessados em que ela apareça.

A história que descreve a iluminação de Sidarta ilustra bem isso. Quando Sidarta abandonou a sua vida principesca e foi viver como asceta, em certo momento lhe ocorreu que talvez estivesse fazendo aquilo pelo prazer de ser admirado pelos outros. Percebendo isso, ele abandona os rigores do ascetismo e, então algum tempo depois, ele se torna Buda - O Iluminado.

A mesma idéia está presente no Evangelho de Jesus segundo Lucas, na parábola do fariseu e do publicano. Explicando esta historieta, Jesus deixa bem claro que, quem deseja mostrar pureza, justiça e correção, de nenhum modo é possuidor dessas qualidades.

Algo semelhante é dito por Lao Tsé no Tao te King:

“Quem dá valor a si mesmo, não é valorizado. Quem se julga importante, não merece importância. Quem louva a si mesmo, não é grande.” Aquele que se esforça em parecer bondoso aos olhos dos homens, ou degenera para a mais abjeta hipocrisia, ou, no caso de existirem boas intenções, apenas consegue se frustrar com a insensibilidade alheia.

Nós devemos seguir em nossa caminhada espiritual como uma criança, que não tem a pretensão de ser grande ou pequena, mas apenas quer ser o que é. Somente assim poderemos evitar sofrimentos e desilusões.

Não devemos culpar o mundo pelas nossas decepções, nem atribuir a ele a nossa amargura. Porque não é o mundo a causa do desânimo de uma pessoa, mas sim a atitude que ela própria tem perante o mundo.

Ser como uma criança é compreender que as virtudes não são artigos numa vitrine. São conquistas espirituais que se manifestam a cada nova oportunidade de fazer o bem, sem premeditação ou interesse.

Emerson Aguiar

Mestrando em Filosofia



endereço e imagem: internet




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SELO: BLOG INSTIGANTE


Ganhei esse selinho da amiga Maria José do blog (http://arcadoconhecimento.blogspot.com/).

Esse selo representa os blogs que além da assiduidade das postagens e do esmero com que são feitos, provoca-nos a necessidade de refletir, questionar, aprender e sobretudo que instigam almas e mentes à procura de conhecimento e sabedoria.

Presenteio os seguintes amigos:

- Espírito Azul
- Felipe
- Sara
- Viveka

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O RIO DA VIDA


Era uma vez um riacho de águas cristalinas, muito bonito, que serpenteava entre as montanhas.

Em certo ponto de seu percurso, notou que a sua frente havia um pântano imundo, por onde deveria passar. Olhou, então, para Deus e protestou:

- Senhor, que castigo! Eu sou um riacho tão límpido, tão formoso, e o Senhor me obriga a atravessar um pântano sujo como esse! Como faço agora?

Deus respondeu:

- Isso depende da sua maneira de encarar o pântano. Se ficar com medo, você vai diminuir o ritmo de seu curso, dará voltas e, inevitavelmente, acabará misturando suas águas com as do pântano, o que o tornará igual a ele. Mas, se você o enfrentar com velocidade, com força, com decisão, suas águas se espalharão sobre ele, a umidade as transformará em gotas que formarão nuvens, e o vento levará essas nuvens em direção ao oceano. Aí você se transformará em mar.

Assim é a vida. As pessoas engatinham nas mudanças. Quando ficam assustadas, paralisadas, pesadas, tornam-se tensas e perdem a fluidez e a força.

É PRECISO ENTRAR PRÁ VALER NOS PROJETOS DA VIDA, ATÉ QUE O RIO SE TRANSFORME EM MAR.

Se uma pessoa passar a vida toda evitando sofrimento, também acabará evitando o prazer que a vida oferece.Há milhares de tesouros guardados em lugares onde precisamos ir para descobri-los.Não procure o sofrimento. Mas, se ele fizer parte da conquista, enfrente-o e supere-o.Arrisque, ouse, avance na vida. Ela é uma aventura gratificante para quem tem coragem de arriscar.

Desconheço o autor



endereço: http://textos_legais.sites.uol.com.br/rio_da_vida.htm
imagem: missaoportasabertas.wordpress.com




terça-feira, 10 de novembro de 2009

DOIS SELOS

Recebi e agradeço este selo da minha amiga Sara do blog http://saracotear.blogspot.com.

A regra é repassá-lo à 2 Blogs ou mais e responder à seguinte pergunta:
"O que seria necessário fazer ou mudar, para vivermos num mundo melhor?"
Resp: Mudando o homem, muda-se o mundo.

Repasso para:

1- Arca do AutoConhecimento;
2- Espírito Azul;
3- Crescer dá trabalho;
4- Por uma vida melhor;
5- Sem fronteiras para o sagrado.


Um grande abraço à todos.
Good luck!


*****


Selo - Um pouco de mim



Sou grato à minha amiga JULI do blog http://julimarmurat.blogspot.com pelo selinho. Muito obrigado, anja amiga, pelo carinho e lembrança.

Agora, vamos às regras do selo.

REGRAS: Poste o selo, complete as frases abaixo e indique 5 blogs para recebê-lo.

1. Eu já... (fui pessimista).

2. Eu nunca... (teria crescido sem a família e amigos).

3. Eu sei... (sou o construtor do meu "destino").

4. Eu quero... (Aprofundar no estudo da psicologia humana).

5. Eu sonho... (em olhar no espelho e poder dizer: venci, a mim mesmo!)

Blogs que indico:

1- Ecos da alma
2- Saracotear
3- Espírito Azul
4- Crescer dá trabalho
5- Arca do AutoConhecimento

Um beijo!


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